O Brasil é um país superlativo em diversos aspectos naturais e dimensionais: área, água, população, economia, clima, somados a aspectos qualitativos: qualidade do solo, criatividade, miscigenação da população.
É tarefa hercúlea explicar o fato da existência da pobreza em grandes proporções, dada a riqueza natural que recebemos, um indício é a falta de instrumentos básicos para a vida social, como água encanada e saneamento.
O Brasil deve ser considerado um país subdesenvolvido dado que não consegue aproveitar as riquezas existentes adequadamente. Como explicar o fato de receber energia do SOL em grandes proporções e não catalisar essa fonte para uma matriz energética adequada.
- Como ter grandes áreas de costas marítimas e não desenvolver logística altamente competitiva?
- Como ter um solo rico em minerais e não desenvolver indústrias derivadas que utilizem estes materiais ou criar a independência em relação aos fertilizantes NPK necessários para a agricultura?
- Como inserir o nióbio de forma competitiva em cadeias globais?
- Como aproveitar a riqueza das bacias de águas potáveis para ser uma dominante potência alimentar?
- Como explorar o desenvolvimento agronegócio e reverter parcela para saciar a população mais carente?
Considerando que somados a estes, outros diversos aspectos encontram-se sem respostas, surgem questões relacionadas a gestão e governança:
- A democracia como valor fundamental, encontra-se em perfeita harmonia e equilíbrio dos poderes?
- Os poderes executivo, legislativo e judiciário estão cumprindo as atribuições?
- Os sistemas primordiais para funcionamento do estado estão operando com eficácia?
Decerto que a análise destes elementos demonstrará os desafios colossais que deverão ser enfrentados e, seguramente não serão respondidos com projetos pontuais, na velocidade que os prejuízos ocasionados demandam.
A melhor alternativa é entender que a racionalidade prevaleça, privilegiando projetos estruturantes de estado e não de governo, os quais não ignorem as potencialidades existentes, as quais secularmente não são levadas a pratica, inclusive, na educação e capacitação de pessoas.
Prof. Devanildo Damisão








