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sábado, fevereiro 14, 2026

Advocacia elenca motivos para se orgulhar após dois anos de pandemia mais severa.

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Após dois anos da maior crise sanitária de nossa geração, o Dia do Advogado e da advogada acontece, o que nos faz lembrar da importância dessa vital profissão para o sistema de justiça e para a sociedade.

Mais adaptada, mais tecnológica e mais resiliente, a advocacia venceu grandes desafios desde o início da crise sanitária e segue sendo essencial para a administração da Justiça e a manutenção do Estado Democrático de Direito.

Vimos ao longo dos últimos dois anos, além da crise sanitária que afetou gravemente famílias, também passamos e ainda estamos a sentir os efeitos da crise ecônomica que afeta a sociedade, e com a advocacia não é diferente, de modo que nós advogados e advogadas fomos atingidos, também, pela crise ecônomica, porém a advocacia é uma profissão que tem resistido a todas as vicissitudes da pandemia e tem colaborado com a sociedade para minimizar os impactos negativos na vida das pessoas e nos negócios, a advocacia viabiliza transformações sociais, por isso sua importância se faz ainda mais evidente em períodos de crise.

Não há justiça sem a figura do advogado. Quem movimenta a máquina do Judiciário, quem elabora as teses novas, quem provoca para que os direitos sejam concretizados é sempre uma advogada ou um advogado.

Como efeito da pandemia a advocacia se transformou com a virtualização forçada, mas também ganhou novas áreas de trabalho. Hoje a profissão é impactada pela tecnologia, mas também vai impactando seus usos, alertando e conscientizando sobre riscos que algoritmos e inteligência artificial oferecem. A advocacia é a grande guardiã dos direitos na sociedade.

Do ponto de vista da representatividade de gênero, poucas são as profissões que apresentam um mosaico tão fiel à sociedade brasileira. Assim como a população do país – composta de 51% de mulheres –, na seccional São Paulo, neste ano de 2022 a advocacia feminina ultrapassou o número de inscrição em relação aos homens, e é um orgulho ver essa realidade também presente no exercício dos cargos de direção da OAB. No que tange a paridade, é bem verdade que é necessário avançar em outros aspectos, mas a advocacia vem dando o exemplo e lutando de forma concreta para uma realidade social mais igualitária, neste aspecto.

“Chegamos a 2021 com diversas conquistas no que diz respeito à paridade racial e de gênero, agora obrigatória nas eleições da OAB”, lembra Caroline Ramos.

A meta agora é conseguir essa paridade no mercado de trabalho, no qual as mulheres recebem cerca de 30% menos do que os homens e têm dificuldades para chegar aos cargos de liderança. “Nós representamos mais da metade da advocacia brasileira, mas não vemos esse equilíbrio quantitativo nas grandes bancas. E é pequena a quantidade de mulheres que são sócias”, pontua Luanda Pires.

A disparidade foi quantificada pelo relatório da Women in Law Mentoring Brazil. Apesar de responderem por 57% dos profissionais na composição geral dos escritórios, somente 34,9% das mulheres são contempladas no quadro de sócios de capital.

“É difícil fazer, inclusive, o recorte de orientação sexual ou identidade de gênero. Assim como nós não temos dados específicos sobre a advocacia feminina negra, não temos dados quantitativos sobre a presença e representatividade de mulheres lésbicas na advocacia”, exemplifica. Ainda assim, a jovem advogada encontra motivos para comemorar: “Orgulho-me de ver que
a advocacia brasileira, atenta às transformações da sociedade, vem tomando seu lugar como responsável pelo desenvolvimento social e buscando, por meio dos diplomas legais, a diminuição das desigualdades e a garantia da equidade”.

Em Guarulhos a OAB possui a função de agir como um fio condutor, fornecendo à advocacia informações sobre novos cenário, novos mercados jurídicos, gestão, tecnologia e empreendedorismo, além de apresentar a advocacia Guarulhense à sociedade e empresas locais.

Empreendedorismo, mesmo não compondo a grade curricular dos cursos de Direito, faz parte da profissão. Quase dois terços da categoria (62%) atuam de forma autônoma, sem vínculo formal com uma empresa ou escritório, segundo pesquisa Datafolha de 2021. Para se destacar em um mercado tão competitivo, o estudo é uma necessidade. Não é qualquer um que simplesmente obtém o grau de bacharel que é advogado. Um advogado se forma, se talha na experiência e na pesquisa jurídica, no estudo e no ensino, daí a importância da OAB em levar parte desses conhecimentos.

Assim, apesar do período dificultoso que passamos, a advocacia elenca motivos para comemorar, sendo ela vital para a manutenção da justiça e do sistema democrático, fornecendo exemplos positivo para a sociedade, seguimos lutando, aprendendo, transformando a realidade social, porque cada advogado e cada advogada é um agende de transformação social. Viva a Advocacia!

Abner Vidal-Presidente da OAB -Guarulhos-SP

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