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domingo, fevereiro 15, 2026

Esporte nas páginas polícias

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É lamentável testemunhar casos envolvendo jogadores em crimes de estupro. É mais desolador ainda, observar os números relacionados a esse crime no Brasil, onde a cada 8 minutos uma menina ou mulher é estuprada, conforme revelou o primeiro semestre de 2023, marcado pelo maior número da série iniciada em 2019 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Foram registrados 34 mil estupros e estupros de vulneráveis de meninas e mulheres de janeiro a junho, representando um aumento de 14,9% em relação ao mesmo período do ano anterior (dados publicados em 13/11/2023 – 17:41, por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil, em Brasília).

Nesse cenário alarmante, o envolvimento de jogadores ou esportistas parece ainda mais revoltante. Talvez pela defesa que alguns insistem em fazer, talvez pela mistura de fanatismo por parte dos fãs dos jogadores, ou até mesmo devido a um conceito estrutural na sociedade que frequentemente culpa a própria vítima nesses casos. O fato é que o esporte e seus principais atores, os jogadores, carregam consigo uma grande responsabilidade por serem figuras públicas, atuando em um campo onde os valores legítimos e valorosos do esporte, como o Fair play, disciplina, respeito às regras, companheirismo, solidariedade e respeito às diferenças, deveriam ser premissas fundamentais também na saciedade. O esporte tem um enorme potencial nesse sentido. É talvez a grande ferramenta de reflexão

Cabe a nós, que trabalhamos e desenvolvemos o esporte, compreender toda a sua complexidade e potencial no combate aos conceitos machistas, homofóbicos, criminosos … e, principalmente, utilizá-lo como um instrumento de mudança de paradigmas na sociedade atual.

Prof-Edu Vela

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