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domingo, fevereiro 15, 2026

Do Beach Tênis à Vida

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No domingo, dia 9 de junho de 2024, disputei meu primeiro torneio de beach tênis na Arena Velas
Enseada. Minha esposa, que joga beach tênis há um ano e já participou de alguns campeonatos, foi
minha parceira na dupla mista. O torneio contou com 20 duplas e um sistema de disputa simples:
quatro grupos com cinco duplas cada, onde todos jogavam contra todos. Os dois melhores de cada
grupo se classificavam para as quartas de final, seguidas pela semifinal, disputa de terceiro lugar e a
grande final.
Para quem não conhece, o beach tênis é um esporte praticado em uma quadra de areia, misturando
aspectos do tênis e do vôlei de praia. A quadra tem 16 metros de comprimento e 8 metros de largura
para duplas, e 16 metros por 4,5 metros para jogos individuais. A rede está posicionada a uma altura
de 1,70 metros. Cada partida é composta de até três sets (15, 30, 40), cada um indo até 6 games,
com um tie-break sendo jogado em 7 pontos caso o set chegue a 5×5.
Com uma performance satisfatória, minha esposa e eu conseguimos nos classificar para as quartas
de final, porém enfrentamos uma dupla muito forte e não conseguimos avançar. Eu, que sou um
apaixonado por esportes e busco experiências em diversas modalidades, tanto na prática aleatória
como em competições, pude analisar tanto a modalidade em si quanto a competição, percebendo
algo muito complexo e com grandes vínculos com nossas atividades diárias na vida cotidiana.

É claro que essa análise não se encerra aqui, e nem quero discorrer profundamente sobre uma
modalidade que acabei de conhecer. Contudo, fazendo uma interligação com todas as outras que já
disputei, posso, com toda certeza, fazer uma análise, mesmo que pessoal, das nuances do beach
tênis.
Minha percepção, sendo uma pessoa ativa, intensa e por vezes atenciosa, é que o beach tênis nos
impõe um autocontrole tanto técnico quanto na contraposição ao adversário. Em diversos momentos
do jogo, a troca de bola se faz mais necessária do que a ansiedade em finalizar um ponto,
aumentando assim a possibilidade do erro. Trazendo para meus aspectos diários, muitas vezes
cometemos erros pela análise errônea de uma certa situação, pela precipitação das decisões, pela
falta de referência da contraposição ou adversário, pela falta de análise de outras possibilidades ou
saídas e, numa certa ansiedade em tomar a decisão (fazer o ponto), acabamos por aumentar o risco
de cometer erros.

Outro aspecto muito interessante foi a possibilidade de jogar junto com minha esposa, numa troca de
energia, numa potencial ação de entrosamento, de conversa, respeito ao espaço do outro, de
incentivo, motivação, companheirismo, de analisar os seus pontos fortes, de analisar os pontos fortes
da sua companheira e ambos analisarem os pontos de melhoria e “cobrirem” um ao outro.
Mas, se por um lado a troca de bola e o jogo contido e regular podem levar à vitória em alguns jogos,
em certos momentos faz-se necessário o risco para, de fato, entrar numa outra fase, numa outra
perspectiva de jogo e assim aumentar seu nível e performance. Costumo dizer, aproveitando o Dia
dos Namorados, data em que escrevo, que no jogo, assim como na vida, precisamos regularmente
estar com ótimas ações, entregando desde o trabalho até no relacionamento. Mas é necessário, em
alguns momentos, realizarmos algo incrível, arriscarmos, propormos coisas diferentes, como a
resolução de um problema de forma diferente, um jantar especial ou um presente. E é óbvio que ao
correr esses riscos temos a chance do erro, mas, inversamente proporcional, temos a chance do
êxito das grandes conquistas.
Enfim, foi um domingo extraordinário com minha família, meus filhos, meus amigos, nossos alunos e,
principalmente, com minha esposa, que me deu a oportunidade de competir ao seu lado e a
confiança para que eu pudesse ser seu parceiro de jogo, mesmo sabendo que meu nível é iniciante

Pro. Eduardo Vella

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