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domingo, fevereiro 15, 2026

Vive la liberté!Esporte contra a extrema direita

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Historicamente a França desempenhou um papel crucial na luta pela liberdade, destacandose por vários eventos e movimentos que influenciaram o mundo. Desde Revolução Francesa
(1789-1799), que foi um marco fundamental na luta pela liberdade, igualdade e fraternidade,
levando à queda da monarquia absolutista, à proclamação da República e à Declaração dos
Direitos do Homem e do Cidadão. Este documento, um dos pilares da liberdade moderna,
afirmou direitos como liberdade de expressão, igualdade perante a lei e soberania popular.
Apesar do regime autoritário de Napoleão Bonaparte, ele propagou muitos princípios da
Revolução Francesa por toda a Europa, como a abolição dos privilégios feudais e a
promoção do Código Civil Napoleônico, garantindo direitos civis e igualdade jurídica. Durante
a Segunda Guerra Mundial, a França teve um papel significativo na resistência contra o
nazismo, exemplificado pelo movimento de resistência francesa liderado por figuras como
Charles de Gaulle. Além disso, o Maio de 1968 representou uma série de protestos
estudantis e greves operárias que reivindicavam reformas sociais, culturais e políticas, sendo
associado à luta por mais liberdades e direitos civis. Esses eventos destacam a França como
um país central na história das lutas pela liberdade, influenciando movimentos democráticos
e direitos humanos em todo o mundo.

No esporte não foi diferente, a França teve uma longa tradição de influência e impacto social,
frequentemente refletindo e contribuindo para o clima político e social do país. Mas na última
eleição jogadores como o atacante Kilyan Mbappé (Real Madrid), o volante Aurélien
Tchouaméni (Real Madrid) e o ponta Ousman Dembelé (PSG), posicionaram-se
publicamente a favor de políticas progressistas, destacando a importância de temas como a
inclusão social, a igualdade racial e de gênero, e a luta contra a discriminação, usaram suas
plataformas nas redes sociais e entrevistas para expressar apoio a candidatos e partidos
progressistas, inspirando seus seguidores a se engajarem politicamente. Tivemos até o
Brasileiro, idolo do PSG, Raí ( Ex São Paulo e seleção) fazendo um discurso extraordinário
contra o levante da extrema direita. O impacto desses posicionamentos foi significativo,
ajudando a mobilizar eleitores, especialmente entre os jovens e as comunidades
marginalizadas. O esporte, assim, não apenas refletiu o clima de mudança e desejo por
reformas sociais, mas também atuou como um catalisador, amplificando vozes e causas
progressistas na sociedade francesa. VIVE LÁ LIBERTÉ!
Texto Edu Vela

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