A propaganda política frequentemente recorre à dicotomia do bem contra o mal para influenciar e
mobilizar eleitores. Esse tipo de narrativa simplifica questões complexas ao enquadrar uma das
partes como “boa” e a outra como “má”, facilitando a criação de um inimigo comum que deve ser
combatido. E em boa parte das vezes, um inimigo imaginário ou pautado em fake News. Os políticos
e suas campanhas utilizam essa estratégia para gerar uma identificação emocional com o público,
apelando para valores morais e éticos que ressoam com a maioria das pessoas.
Durante a Guerra Fria, tanto os Estados Unidos quanto a União Soviética usaram extensivamente a
propaganda para se retratar como forças do bem lutando contra o mal. Nos EUA, a União Soviética
era frequentemente descrita como um império do mal, o comunismo como uma ameaça à liberdade
e à democracia. Da mesma forma, a propaganda soviética retratava os Estados Unidos como um
símbolo de imperialismo e opressão, ameaçando o bem-estar e a paz mundial.
Na Segunda Guerra Mundial, a propaganda nazista liderada por Joseph Goebbels retratou a
Alemanha como a nação destinada a salvar o mundo da corrupção e decadência representadas
pelos judeus, comunistas e outras minorias. Simultaneamente, os Aliados usaram a propaganda para pintar o regime nazista como a personificação do mal absoluto, justificando a guerra como uma luta moral pela liberdade e justiça.
Na Revolução Francesa, os revolucionários usaram a propaganda para retratar a monarquia e a
nobreza como tiranas e opressoras, enquanto se apresentavam como defensores da liberdade,
igualdade e fraternidade. Esta dicotomia ajudou a mobilizar o povo francês contra o regime
monárquico e a sustentar a revolução.
Durante a Guerra do Vietnã, o governo dos EUA usou propaganda para retratar o Vietnã do Norte e
os vietcongues como inimigos do mundo livre e defensores do comunismo maligno. Ao mesmo
tempo, o Vietnã do Norte usou propaganda para se apresentar como lutadores pela liberdade e
independência contra o imperialismo americano.
Nos tempos modernos, essa estratégia continua sendo usada. Hoje ainda usando preceitos Dos
momentos expostos acima, resumindo-se muito na polarização esquerda e direita Que percorre todo
mundo Vemos isso na América Latina, na Europa e atualmente Nas eleições americanas na
polarização entre republicanos (Conservadores) e democratas (progressista,) Comum ver
candidatos de ambos os partidos se retratando como defensores da verdadeira América, enquanto o
outro partido é visto como uma ameaça aos valores fundamentais do país.
No ocorrido deste sábado dia 13 de Julho, com atentado ao candidato Republicano, Trump, A foto
principal que provavelmente será usada durante o restante da campanha com o candidato e expresidente Trump de punho cerrado, orelha sangrando e convocando seus apoiadores para lutar
contra o mal, vemos o enfoque novamente como estratégia de campanha. As investigações Foram
iniciadas, conclusões serão tiradas, mas o fato é Que o emblemático momento Será atuado como
uma bandeira do bem contra o mal novamente.
Embora eficaz a curto prazo, essa abordagem pode contribuir para a polarização da sociedade e
dificultar a busca por soluções equilibradas e justas para os problemas sociais, obscurecendo
nuances importantes e impedindo a compreensão completa das questões enfrentadas pela
sociedade mundial como um todo.
Prof. Eduardo Vella








