A campanha para a Prefeitura de São Paulo deste ano tem revelado práticas que mancham profundamente o processo democrático. Em vez de uma disputa saudável baseada em propostas e soluções para os desafios da maior cidade do Brasil, estamos assistindo a uma escalada de fake news, ataques pessoais e a utilização de subterfúgios que lembram o jogo sujo no esporte. Esses comportamentos não apenas desrespeitam os adversários, mas também enganam o eleitorado e comprometem o futuro da cidade.
A disseminação de fake news, infelizmente, já se tornou uma arma comum em campanhas eleitorais, mas na disputa atual pela prefeitura, tem sido usada de forma agressiva para difundir mentiras e desinformação. Informações falsas sobre candidatos e suas plataformas são deliberadamente plantadas para confundir e manipular eleitores, criando um ambiente de incerteza e desconfiança. Assim como no esporte, onde o doping mancha a credibilidade dos resultados, o uso de fake news desvirtua o processo eleitoral, desrespeitando os princípios da verdade e da transparência.
Além disso, a campanha tem sido marcada por ataques pessoais baixos e insultos dirigidos a outros candidatos. Em vez de discutir soluções para os problemas reais da cidade — como saúde, educação, mobilidade e segurança —, alguns candidatos preferem apelar para a agressão verbal, incitando o ódio e dividindo a população. Esse comportamento lembra as táticas desleais de certos jogadores no esporte, que, incapazes de vencer pela habilidade, recorrem à provocação e ao jogo sujo para desequilibrar os adversários.
Outro fator alarmante é o uso de subterfúgios irregulares no processo eleitoral. Assim como um atleta que trapaceia para vencer a qualquer custo, alguns candidatos utilizam brechas nas regras eleitorais, alianças obscuras e manobras ilegais para ganhar vantagem. Isso desrespeita o jogo limpo, prejudica adversários honestos e mina a confiança pública no sistema democrático. Uma eleição justa deve ser como uma competição esportiva: com regras claras, respeito mútuo e um objetivo comum de buscar o melhor resultado para todos os envolvidos.
A analogia com o esporte é pertinente. Assim como os torcedores desprezam atletas que usam táticas sujas para vencer, os eleitores deveriam rejeitar candidatos que recorrem a essas mesmas estratégias na política. Uma disputa pela prefeitura de São Paulo, que é uma cidade complexa e cheia de desafios, exige seriedade, comprometimento com a verdade e respeito pelas regras.
São Paulo merece líderes que joguem limpo, que apresentem soluções reais e que respeitem a democracia. Como no esporte, é possível vencer com honra e ética. Candidatos que apelam para fake news, ataques pessoais e subterfúgios irregulares podem até ter vitórias momentâneas, mas não estão à altura de liderar uma cidade tão importante. Assim como no esporte, os verdadeiros campeões são aqueles que triunfam com honestidade e integridade.
Os eleitores paulistanos precisam estar atentos a essas práticas e votar de forma consciente, rejeitando o jogo sujo e escolhendo candidatos que realmente se preocupam com o futuro da cidade e com a justiça do processo eleitoral.
EDU VELA








