Subir ao ringue aos 58 anos não é só um ato de coragem, é um ato de desafio ao tempo. Tyson nos lembrou que a idade não é um peso, mas um convite à resistência, ao movimento e à reinvenção. Há quem diga que a luta foi combinada, que o espetáculo foi planejado. Mas será que importa? O verdadeiro oponente não era Jack Paul. O verdadeiro adversário sempre foi o tempo – e nesse combate, Tyson nos ensinou que o importante não é vencê-lo, mas dançar com ele.
Mario Quintana já dizia: “O tempo é um ponto de vista. Velho é quem é mais de um dia mais velho que a gente.” E nessa luta simbólica, Tyson provou que o tempo é relativo. Ele mostrou que não é o número de anos que carregamos, mas o que fazemos com eles que importa. Não importa se a luta foi coreografada, o que nos tocou foi a coreografia da vida de Tyson, que decidiu não se limitar pelo calendário.
O tempo não pode ser vencido – ele nos molda, nos desafia, nos transforma. Mas como Quintana nos lembra em seus versos, talvez o segredo seja parar de lutar contra ele e aprender a coexistir. Tyson, com sua presença no ringue, fez mais do que dar golpes: ele nos deu uma lição de como viver intensamente cada momento. Porque, no final, como Quintana sugeria, o tempo não nos envelhece, ele só nos ensina o que realmente importa.
Prof: Edu Vela








