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segunda-feira, fevereiro 16, 2026

Ainda é preciso dar um jeito meu amigo, 54 anos depois

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É impressionante como o tempo transforma obras que, no presente, passam despercebidas, mas ganham relevância anos depois. A música É Preciso Dar um Jeito, Meu Amigo, de Erasmo Carlos, lançada em 1971, só agora alcança um novo auge graças ao filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, que conquistou reconhecimento internacional e rendeu a Fernanda Torres indicações ao Oscar e prêmios como o Globo de Ouro.

Isso me fez refletir sobre como o sucesso nem sempre vem no momento em que criamos. Muitos artistas e suas obras só foram valorizados anos após sua criação, ou até mesmo depois de suas mortes. A música de Erasmo levou 54 anos para encontrar sua relevância, assim como quadros de grandes mestres ganharam notoriedade décadas depois.

Essa constatação me ensina que o valor do que fazemos não depende apenas do presente. Quando nos dedicamos a criar algo significativo — seja um texto, uma música, uma aula, palestra, conteúdo pra internet, uma empresa, uma ideia —, estamos plantando uma semente cujo crescimento pode não ser imediato. O reconhecimento pode demorar ou até nunca vir, mas isso não diminui a importância do que criamos.

O segredo, talvez, esteja em fazer algo com propósito, sem depender da validação imediata. Afinal, o impacto do que criamos pode atravessar tempos e tocar vidas muito além do nosso controle.

Texto – Prof-Edu Vela

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