O Brasil e o mundo acompanham em Belém do Pará a COP30 – a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.
É a primeira vez que uma cidade brasileira sedia esse encontro, que reúne líderes globais, cientistas e organizações em torno de um mesmo propósito: enfrentar a crise climática e redefinir o futuro do planeta.
Mas há um ponto essencial que nem sempre recebe a devida atenção: as decisões tomadas na COP não pertencem apenas aos governos, pertencem à humanidade.
A responsabilidade compartilhada
A COP30 acontece dez anos após o Acordo de Paris, marco histórico em que os países se comprometeram a limitar o aquecimento global a 1,5°C.
No entanto, o secretário-geral da ONU já reconheceu que ultrapassar essa meta é praticamente inevitável.
Diante disso, a conferência em Belém simboliza não apenas um evento diplomático, mas um chamado à consciência coletiva.
Se o planeta está no limite, cada cidadão também precisa redefinir seu papel — como consumidor, eleitor, profissional e agente social.
O Brasil e o poder do exemplo
Sediar a COP na Amazônia é um gesto simbólico e estratégico.
O mundo espera do Brasil liderança e coerência — afinal, a floresta amazônica é vital para o equilíbrio climático global.
Mas, além dos compromissos internacionais, há uma expectativa maior: que a sociedade brasileira assuma protagonismo interno, cobrando coerência entre discurso e prática ambiental.
A COP30 não deve ser lembrada apenas pelas negociações políticas, mas por uma mudança de mentalidade nacional, capaz de transformar sustentabilidade em cultura e não apenas em pauta.
O que podemos fazer como cidadãos
Cobrar transparência e coerência das políticas públicas ambientais.
Apoiar empresas e projetos sustentáveis, valorizando inovação verde.
Repensar hábitos de consumo, priorizando o essencial e o responsável.
Educar e influenciar positivamente nas redes e nas comunidades.
Valorizar a Amazônia e seus povos, compreendendo seu papel global.
Reflexão final
A COP30 não é apenas um evento de líderes, é um espelho do que cada um de nós está disposto a mudar.
A crise climática não será resolvida por decretos, mas por consciência e ação coletiva.
O futuro será sustentável — ou simplesmente não será.
Por José Vitorelli
Consultor em Comércio Exterior e Logística | Estratégia, Sustentabilidade e Desenvolvimento Internacional








