Por trás de cada operação de transporte e logística que cruza o país, há uma engrenagem complexa, feita de prazos, licenças e centenas de documentos que precisam estar em dia. Em um setor em que mais de 60% das cargas brasileiras circulam por rodovias, segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), qualquer falha nessa engrenagem representa prejuízo, atraso e perda de competitividade.
Com margens de lucro cada vez mais estreitas e custos logísticos em alta, impulsionados por uma alta acumulada de 8,3% no preço médio da gasolina em 2024, conforme dados da ANP — Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis —, transportadoras e empresas com frotas próprias têm acelerado o investimento em tecnologia para mitigar riscos e otimizar decisões. Foi esse movimento que pautou o Parar Summit 2025, principal conferência latino-americana sobre gestão de frotas, realizada em São Paulo.
Entre as soluções apresentadas, ganhou destaque o novo módulo de Gestão de Documentos da Gestran, empresa paranaense que atua no desenvolvimento de tecnologias especializadas para o setor. A ferramenta amplia o ecossistema digital da companhia, que já conta com dez módulos integrados, e mira um problema crônico das operações logísticas: o controle descentralizado de informações.
“Em um mundo onde a falta de documentos pode afetar operações inteiras, centralizar essa gestão não é conveniência, é uma necessidade estratégica”, afirmou Raphael Aguiar, sócio e diretor de Mercado e Expansão Comercial da Gestran.








