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terça-feira, janeiro 13, 2026

IPCA vai a 0,33% em dezembro e fecha o ano em 4,26%

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Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro teve alta de 0,33%, 0,15 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,18% registrada em novembro. Em dezembro de 2024, a variação havia sido de 0,52%.

O IPCA fechou o ano de 2025 com alta acumulada de 4,26%.

PeríodoTaxa
Dezembro de 20250,33%
Novembro de 20250,18%
Dezembro de 20240,52%
Acumulado no ano / 12 meses4,26%

À exceção do grupo Habitação, com queda de 0,33%, os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro. A maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 p.p.) vieram do grupo Transportes, seguido, em termos de impacto, por Saúde e cuidados pessoas, com alta de 0,52% e 0,07 p.p. O grupo Artigos de residência (0,64%) teve a segunda maior variação em dezembro, após o recuo de 1,00% registrado em novembro.

IPCA – Variação e Impacto por grupos – mensal

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

No grupo dos Transportes (0,74%), o resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%), subitem com maior impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.). Os combustíveis , após recuarem 0,32% em novembro, aumentaram 0,45%, com as seguintes variações: etanol (2,83%), gás veicular (0,22%), gasolina (0,18%) e óleo diesel (-0,27%).

Ainda em Transportes , a variação de -2,63% no ônibus urbano considera as gratuidades concedidas aos domingos e/ou feriados em Belém (5,64%), Brasília (1,84%), São Paulo (-6,06%) e Belo Horizonte (-12,87%), além da redução de tarifa em Curitiba (0,74%). No metrô (4,11%), ocorre o mesmo movimento em Brasília (1,84%) e, em São Paulo , a alta de 7,22%, também registrada no trem (3,77%), além do 1,01% no subitem integração transporte público , consideram a liberação do pagamento de passagem nos dias de realização das provas do ENEM (09/11 e 16/11) e no dia de Natal.

Em Artigos de residência , a alta de 0,64% reflete as variações de Tv, som e informática (1,97%) e dos aparelhos eletroeletrônicos (0,81%) que, no mês anterior, haviam caído 2,28% e 2,37%, respectivamente.

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,52%), o destaque fica por conta do plano de saúde (0,49%) e dos artigos de higiene pessoal (0,52%).

Em Despesas pessoais , que desacelerou de 0,77% em novembro para 0,36% em dezembro, destacam-se as variações de cabeleireiro e barbeiro (1,28%) e empregado doméstico (0,48%), além da redução de 3,10% na hospedagem que havia subido 4,09% em novembro.

O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,27% em dezembro. A alimentação no domicílio interrompeu a sequência de seis meses consecutivos de queda e subiu 0,14%, influenciada pelas altas da cebola (12,01%); da batata-inglesa (7,65%); das carnes (1,48%), com destaque para o contrafilé (2,39%), a alcatra (1,99%) e a costela (1,89%) e das frutas (1,26%), em especial o mamão (7,85%) e a banana-prata (4,32%). No lado das quedas os destaques são o leite longa vida (-6,42%), o tomate (-3,95%) e o arroz (-2,04%).

alimentação fora do domicílio (0,60%) acelerou em relação ao mês anterior (0,46%), com a alta de 1,50% no lanche e de 0,23% na refeição .

Único grupo com variação negativa em dezembro, Habitação saiu da alta de 0,52% em novembro para -0,33% em dezembro, sob influência da queda de 2,41% da energia elétrica residencial , subitem de maior impacto negativo no índice (-0,10 p.p.). Esse resultado foi motivado pela vigência, em dezembro, da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em novembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescentava R$ 4,46 para o mesmo nível de consumo. Houve reajuste de 21,95% em uma das concessionárias em Porto Alegre (3,90%) vigente desde 22 de novembro e de 10,48% em Rio Branco (3,80%), a partir de 13 de dezembro.

Ainda em Habitação , a alta da taxa de água e esgoto (0,96%) foi influenciada pelo reajuste de 9,75% no Rio de Janeiro (9,13%), a partir de 1º de dezembro; 2,64% em Curitiba (1,28%) desde 15 de dezembro e de 9,75% em Fortaleza (1,81%) vigente desde 05 de novembro. Já o subitem gás encanado (1,80%) reflete o reajuste de 4,10% em São Paulo (3,27%) a partir de 10 de dezembro, e a redução de 0,04% nas tarifas no Rio de Janeiro (-0,01%), com vigência em 1º de novembro.

No que concerne aos índices regionais , a maior variação ocorreu em Porto Alegre (0,63%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (3,90%) e do transporte por aplicativo (17,75%). A menor variação ocorreu em São Luís (-0,19%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-4,83%) e das frutas (-6,01%).

IPCA – Variação por regiões – mensal e acumulada no ano

Região Peso
Regional (%) 
Variação (%)Variação
Acumulada (%)
NovembroDezembroAno
Porto Alegre8,610,090,634,79
Rio Branco0,510,150,593,27
Salvador5,990,010,593,80
Brasília4,060,280,554,72 
Recife3,92-0,08 0,544,33
Rio de Janeiro9,430,120,52 3,45 
Belo Horizonte9,690,040,413,97
Aracaju1,03-0,100,364,49
São Paulo32,280,280,274,78
Goiânia4,170,440,234,12
Vitória1,860,090,214,99
Campo Grande1,570,230,173,14
Fortaleza3,230,420,174,06
Curitiba8,090,16-0,023,84
Belém3,940,11-0,103,75
São Luís1,62-0,05-0,193,24
Brasil1000,180,334,26
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de novembro a 29 de dezembro de 2025 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de outubro a 28 de novembro de 2025 (base).

INPC vai a 0,21% em dezembro

Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,21% em dezembro, 0,18 p.p. acima do resultado observado em novembro (0,03%). Em dezembro de 2024, a taxa foi de 0,48%.

Os produtos alimentícios aceleraram de novembro (-0,06%) para dezembro (0,28%). A variação dos não alimentícios passou de 0,06% em novembro para 0,19% em dezembro.

Quanto aos índices regionais , a maior variação ocorreu em Porto Alegre (0,57%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (3,87%) e das carnes (2,04%). A menor variação ocorreu em Curitiba (-0,22%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,23%) e das frutas (-4,82%).

INPC – Variação por regiões – mensal e acumulada no ano

Região Peso
Regional (%) 
Variação (%)Variação
Acumulada (%)
NovembroDezembroAno
Porto Alegre7,15-0,090,574,71
Rio de Janeiro9,38-0,080,552,97
Recife5,60-0,150,494,09
Salvador7,92-0,020,483,57
Rio Branco0,720,020,472,86
Brasília1,970,240,444,02
Aracaju1,29-0,150,274,55
Belo Horizonte10,35-0,060,243,65
Belém6,95-0,260,183,64
Fortaleza5,160,370,144,05
Campo Grande1,730,140,112,78
Goiânia4,430,510,043,72
São Paulo24,600,160,034,56
Vitória1,91-0,140,024,82
São Luiz3,47-0,08-0,173,17
Curitiba7,37-0,06-0,223,20
Brasil1000,030,213,90
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de novembro a 29 de dezembro de 2025 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de outubro a 28 de novembro de 2025 (base).

IPCA acumula alta de 4,26% em 2025

IPCA encerrou o ano com variação de 4,26%, 0,57 p.p. abaixo dos 4,83% registrados em 2024. Na tabela abaixo, pode-se observar as variações mensais do índice em 2025:

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

O resultado de 2025 foi influenciado principalmente pelo grupo Habitação (6,79%), que teve o maior impacto (1,02 p.p.) no acumulado do ano. Na sequência, vieram Educação (6,22%), Despesas pessoais (5,87%) e Saúde e cuidados pessoais (5,59%). Os quatro grupos juntos responderam por, aproximadamente, 64% do resultado do ano.

IPCA – Variação e Impacto por grupos – no ano

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

energia elétrica residencial (12,31%), do grupo Habitação (6,79%), foi o subitem responsável pelo principal impacto no resultado no ano (0,48 p.p.), com reajustes tarifários que variaram de -2,16% a 21,95%. Houve a incorporação do Bônus de Itaipu em janeiro e agosto e vigoraram todas as bandeiras tarifárias ao longo do ano:

• Bandeira verde (sem cobrança de tarifa): janeiro a abril.
• Bandeira amarela (adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh): maio e dezembro.
• Bandeira vermelha patamar 1 (adicional de R$ 4,46 a cada 100 Kwh): junho, julho, outubro e novembro.
• Bandeira vermelha patamar 2 (adicional de R$ 7,87 a cada 100 Kwh): agosto e setembro.

Variação no ano da energia elétrica residencial, por região pesquisada

Porto Alegre-0,7723,50
Goiânia6,0023,07
São Paulo-4,2418,64
São Luís5,4918,06
Vitória-1,3817,48
Brasília-2,0015,74
Aracaju-0,2612,81
Belo Horizonte6,1611,29
Recife0,728,64
Belém-0,606,90
Salvador-6,196,05
Campo Grande-0,925,96
Curitiba4,725,96
Rio Branco2,795,65
Fortaleza-1,894,90
Rio de Janeiro1,511,63
   
Brasil-0,3712,31
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços
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