Mais de 200 pessoas participaram, na noite de segunda (19), da cerimônia em homenagem à memória do Delegado Sindical Manoel Fiel Filho, realizada no auditório da antiga sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, no Centro da capital. Manoel Fiel Filho foi sequestrado pela ditadura militar e morreu após torturas no Doi-Codi, em 17 de janeiro de 1976.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região esteve representado por uma delegação liderada pelo presidente Josinaldo José de Barros (Cabeça) e pelos diretores José Carlos Oliveira (Chorão), Elenildo Queiroz (Nildo), José João da Silva (Jau), Daniel Galdino, Lucas Barros e Robson Amadeu. Entidade tem investido na realização de eleições de Delegados Sindicais nas fábricas de sua base, fortalecendo a organização nos locais de trabalho.
Além das homenagens, o evento contou com a exibição do filme “Perdão, Mister Fiel” – frase atribuída ao agente da CIA Dan Mitrione – e com o lançamento do livro “Carrascos da Ditadura”, ambos de autoria de Jorge Oliveira. As filhas de Manoel Fiel Filho, Aparecida e Márcia, estiveram presentes no ato.
Integrante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Manoel Fiel Filho foi assassinado por portar um exemplar do jornal do partido e permanece como símbolo da luta sindical e da resistência à ditadura. Cerimônia reuniu sindicalistas, representantes de centrais sindicais e lideranças políticas comprometidas com a preservação da memória, da democracia e dos direitos dos trabalhadores.
Em depoimento, Márcia Fiel destacou o perfil conciliador do pai. Ela relatou: “Meu pai era uma pessoa que buscava sempre apaziguar. Ele dizia que não se devia discutir nem política, nem futebol, nem religião. Meu pai nunca gostou de confronto. Mesmo esse jornalzinho, ninguém em casa sabia da existência”.
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