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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Relacionamento aberto no Carnaval: por que a “liberdade temporária” pode gerar conflitos nos casais

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Especialista explica que muitas dessas tentativas acabam gerando ciúmes, insegurança e conflitos

Com a chegada do Carnaval, cresce também o discurso entre casais de que “uma folga na relação” pode ser saudável, inclusive abrindo o relacionamento por alguns dias para curtirem a festa e novas experiências. Mas a realidade costuma ser menos glamourosa, casais que tentam improvisar regras de relacionamento aberto correm maior risco de enfrentar ciúmes, inseguranças e desconfortos que tinham sido subestimados inicialmente.

Especialistas explicam que muitas dessas tentativas de “abertura temporária” acabam gerando conflitos, especialmente quando não há diálogo claro ou regras previamente discutidas. O principal desafio surge quando a abertura é uma ideia momentânea, proposta em meio à euforia do Carnaval, sem que os parceiros tenham definido de forma consistente até onde podem ir ou como vão se sentir diante da experiência. Isso muitas vezes cria expectativas divergentes e abre espaço para mágoas.

Por que abrir a relação no carnaval pode dar errado?

Mesmo quando os parceiros pensam estar confortáveis com a ideia de ficar com outras pessoas durante a folia, nem sempre há maturidade emocional ou consenso sobre os limites. A gestão de ciúmes e inseguranças é um dos maiores desafios desse modelo de relação, e sem acordos sólidos isso tende a se manifestar com mais força em situações atípicas.

Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio, diz que não são todos os tipos de pessoas que conseguem levar essa relação de maneira saudável para si, e ela pode até, em alguns casos, afetar relações futuras. “Se o casal não estiver totalmente em acordo, sem a honestidade e transparência como base, o relacionamento aberto têm consequência: questões psicológicas maiores do que aquelas enfrentadas por indivíduos em relações monogâmicas. A insegurança, o medo e a ansiedade criada por essa relação pode afetar drasticamente esse indivíduo fazendo com que ele tenha mais problemas em se relacionar no futuro”, afirma.

O contraste com o modelo de relacionamento sugar

Dentro do modelo sugar, em que os Sugar Daddies e as Sugar Babies conversam e acordam como será o relacionamento desde o início, esse tipo de problema costuma ser mitigado justamente porque se define claramente o que é esperado, permitido e respeitado. Diferente dos casais que improvisam uma abertura temporária no Carnaval, a dinâmica sugar se baseia em conversas que incluem questões sobre exclusividade ou não-monogamia.

Esse tipo de abordagem é justamente uma das práticas que muitos especialistas apontam como fundamentais para reduzir conflitos. “As pessoas estão cada vez mais abertas a relacionamentos mais leves e flexíveis, mas vale lembrar que relacionamento Sugar e não monogamia não são a mesma coisa. Como qualquer outro relacionamento, o Sugar envolve duas pessoas que, alinhadas com suas expectativas, decidem a melhor forma de tocar a relação. Não é por acaso que esse estilo de vida é conhecido justamente por proporcionar uma comunicação mais transparente entre o casal”, destaca Caio.

Casais que decidem abrir sua relação apenas por causa do Carnaval correm o risco de subestimar os sentimentos envolvidos em abrir a intimidade para terceiros sem regras claras. Em contrapartida os acordos bem definidos, como os que são feitos em relacionamentos sugar, podem reduzir estresse e permitir uma convivência mais harmoniosa.

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