Especialista destaca que resiliência e adaptabilidade são competências essenciais para quem deseja se destacar em processos seletivos.
Profissionais que querem se manter competitivos no mercado de trabalho devem buscar entender o que as empresas levam em consideração durante o processo de seleção para uma vaga. Cada vez mais, a contratação segue o modelo skills-first hiring ou contratação por competências. Em um cenário onde a Inteligência Artificial está integrada a 80% dos softwares corporativos, a chamada “IA Invisível”, o diferencial competitivo migrou da execução técnica para a capacidade humana de gerir emoções e resolver problemas complexos.
De acordo com o relatório global de tendências do LinkedIn e dados da consultoria Robert Half, as competências comportamentais (soft skills) tornaram-se o filtro principal de seleção. Resiliência e adaptabilidade ocupam o topo da lista, refletindo a necessidade das empresas de contar com colaboradores que lidem com mudanças rápidas de estratégia sem perder a produtividade.
No campo técnico, as exigências aumentaram, pois o conhecimento básico em ferramentas digitais já não é suficiente. Saber utilizar IA no dia a dia, ter capacidade de extrair informações a partir de dados ou entender de GEO (Generative Engine Optimization) contribui para uma maior valorização e uma remuneração mais alta.
Para o professor Fernando Cardoso, coordenador do curso de Gestão de Recursos Humanos da UNIASSELVI, a tecnologia não substituiu o humano, mas aumentou o nível da inteligência estratégica. “O profissional mais buscado hoje não é quem apenas executa, mas quem sabe pensar estrategicamente com apoio da tecnologia. As empresas querem pessoas capazes de aprender rápido, desaprender métodos antigos e usar a IA com senso crítico e ética”, explica.
O docente complementa que as companhias não focam mais em quem apenas opera sistemas, mas em profissionais que sabem usar esses sistemas para interpretar dados, construir narrativas e tomar decisões que impactem o negócio e a sociedade.
O especialista ressalta ainda que a segurança da informação deixou de ser um tema exclusivo do TI. “Com a consolidação da LGPD e o aumento das ameaças cibernéticas, o conhecimento em privacidade e cibersegurança se tornou uma habilidade transversal obrigatória para qualquer cargo administrativo ou de gestão”, afirma.
Nesse contexto, o profissional de 2026 deve investir constantemente em cursos, palestras e especializações para se manter atualizado. É fundamental equilibrar o domínio técnico de dados com a inteligência emocional, garantindo a saúde mental e a coesão das equipes em ambientes cada vez mais híbridos e automatizados.








