Uma policial militar que por quase três décadas atuou no atendimento de emergências pelo telefone 190 já vivenciou, na vida pessoal, situações semelhantes às relatadas por mulheres que buscam atendimento em São Paulo. Hoje integrante da rede de proteção às vítimas de violência doméstica do Governo de SP, a cabo Kátia Cilene transformou a própria trajetória em referência no acolhimento e orientação de mulheres em situação de risco.
Antes de ingressar na Polícia Militar, aos 19 anos e recém-chegada de Recife à capital paulista, ela enfrentou episódios de violência dentro do relacionamento em que estava na época. Um deles ocorreu quando contou ao então marido que havia sido aprovada no concurso da corporação. “Ele tentou me jogar para fora do carro no meio da rodovia durante uma discussão”, ela relatou.








