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quarta-feira, março 18, 2026

Imposto de Renda começa dia 23 e erros na declaração podem atrasar restituição e levar à malha fina. Especialista explica como evitar o problema

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Novas regras e maior cruzamento de dados exigem organização financeira para evitar inconsistências e prejuízos ao contribuinte

Dados do IBGE mostram que cerca de 52% das empresas brasileiras sobrevivem após três anos de atividade, o que evidencia o impacto direto de falhas de gestão financeira no encerramento precoce de negócios. Com o início do prazo de entrega do Imposto de Renda em 23 de março, a falta de organização ao longo do ano ganha ainda mais relevância, sobretudo pelo efeito direto na restituição. 

Erros, omissões ou inconsistências podem atrasar o pagamento ou reduzir valores a receber, afetando diretamente o caixa do contribuinte.

Fabinho Nascimento, contador, especialista em gestão financeira e estruturação de empresas e CEO do Grupo FN, afirma que a origem dessas falhas está na ausência de rotina financeira e alerta para o impacto direto no consumidor final. “O erro não acontece na hora de declarar. Ele começa meses antes, quando o empresário deixa de organizar documentos e controlar suas finanças. No fim, isso chega no bolso, seja com atraso na restituição ou com pagamento indevido de imposto”, diz.

A falta de separação entre pessoa física e jurídica e o controle irregular das finanças estão entre os principais fatores que levam empresários a problemas fiscais. Ele destaca que o avanço do cruzamento de dados pela Receita Federal tornou esse tipo de falha mais visível e aumentou a necessidade de precisão nas informações. “Hoje, tudo é cruzado. Quando há inconsistência, o contribuinte perde prioridade na restituição ou cai na malha fina. E isso impacta diretamente o dinheiro que ele poderia ter disponível”, afirma.

Dados da Receita Federal indicam que 1,474 milhão de declarações ficaram retidas em malha fina em 2024, sendo a maior parte por omissão de rendimentos e deduções indevidas. Para o especialista, esses números refletem não apenas erros pontuais, mas uma cultura de baixa organização financeira entre empresários. “Muitos ainda tratam a gestão financeira como algo secundário. Isso compromete não só a declaração, mas a saúde do negócio como um todo”, alerta.

Além da exposição a autuações e multas, a desorganização impacta diretamente a tomada de decisão e a sustentabilidade da empresa. Sem dados confiáveis, empresários têm dificuldade para entender margens, prever fluxo de caixa e planejar crescimento. “Sem controle financeiro, o empresário perde a capacidade de decidir com segurança. Ele pode até faturar, mas não necessariamente gerar lucro”, aponta.

Vantagens e alertas para empresas

Empresas que estruturam a organização financeira de forma contínua conseguem reduzir riscos e melhorar desempenho. Por outro lado, negligenciar esse processo amplia a exposição a problemas fiscais e financeiros.

Entre as vantagens, está o aumento da previsibilidade do caixa, a melhoria na margem de lucro e maior facilidade de acesso a crédito. Negócios organizados também conseguem responder mais rapidamente a mudanças e tomar decisões com base em dados concretos. “Quando o empresário tem clareza dos números, ele ganha velocidade e segurança para crescer”, destaca.

Já os alertas envolvem riscos diretos de autuações, pagamento de multas e inconsistências fiscais, além de prejuízos operacionais causados por decisões mal embasadas. Outro ponto crítico é a dificuldade de expansão, já que empresas desorganizadas enfrentam barreiras para atrair investidores ou acessar linhas de financiamento. “A desorganização trava o crescimento. Nenhum banco ou investidor confia em números que não são claros”, diz.

O especialista aponta cinco medidas para organizar as finanças e evitar erros fiscais nas empresas

A organização financeira exige ações práticas e consistentes ao longo do ano. A seguir, estratégias que ajudam empresários a reduzir erros, estruturar processos e aumentar a eficiência da gestão:

  • Separar rigorosamente pessoa física e jurídica
    O primeiro passo é manter contas totalmente distintas e formalizar qualquer retirada como pró labore ou distribuição de lucros. Essa prática reduz inconsistências e facilita o controle contábil. “Misturar contas é o início de quase todos os problemas financeiros dentro das empresas”, afirma.
  • Registrar todas as movimentações financeiras
    Na sequência, é essencial registrar todas as entradas e saídas, independentemente do valor. O uso de sistemas de gestão permite acompanhar o fluxo financeiro em tempo real e evita lacunas de informação. “O empresário precisa saber exatamente o que acontece com o dinheiro todos os dias”, diz.
  • Organizar documentos de forma contínua
    Outro ponto é manter documentos organizados ao longo do ano, como notas fiscais, contratos e comprovantes. Isso reduz erros na declaração e melhora a gestão financeira. “A organização precisa ser rotina, não uma ação pontual”, afirma.
  • Acompanhar indicadores financeiros mensalmente
    Além do registro, é necessário acompanhar indicadores como fluxo de caixa, lucratividade e endividamento. Essa análise permite ajustes rápidos e decisões mais assertivas. “Sem olhar para os números com frequência, o empresário perde o controle do negócio”, diz.
  • Contar com apoio contábil estratégico
    Por fim, o suporte de uma assessoria contábil qualificada contribui para reduzir riscos e melhorar a eficiência da empresa. Mais do que cumprir obrigações, o contador pode atuar de forma consultiva. “O contador precisa ajudar o empresário a tomar decisões melhores, não apenas entregar guias”, afirma.

A adoção dessas práticas fortalece a gestão, reduz a exposição a riscos fiscais e cria base para crescimento sustentável. Para o especialista, a organização financeira deve ser tratada como prioridade dentro da empresa. “Quem organiza o financeiro consegue crescer com mais consistência e segurança. Quem não organiza fica sempre reagindo a problemas”, conclui.

Sobre Fábio Nascimento

Fábio Nascimento, 44 anos, é contador e CEO do Grupo FN. Com formação em Ciências Contábeis, pós-graduação em Planejamento e Controle Empresarial e especializações pela MBM Master Business School e MBM Advanced, atua há mais de duas décadas no desenvolvimento e na estruturação de empresas.

À frente do Grupo FN, liderou a transição de uma contabilidade tradicional para um hub de soluções empresariais com atuação no Brasil e nos Estados Unidos. É idealizador e mentor do Impacto Club, associado ao MLS e Energy Club, sócio do FIRE Club, ligado à MLS de Joel Jota, Caio Carneiro e Flávio Augusto, além de sócio equity do ABS.

Também é colunista do programa Manhã na Band e da Revista LIFE, e integra o Grupo do Master de Contabilidade, formado pelos 150 maiores contadores do Brasil.

O empresário mantém atuação voltada ao desenvolvimento empresarial e à formação de empresários por meio de ambientes estratégicos de networking e capacitação.

Para saber mais, acesse o linkedin ou pelo instagram.

Sugestão de fonte: clique aqui

Sobre o grupo FN

Fundado em 1993, o Grupo FN é um hub de soluções empresariais com atuação no Brasil e nos Estados Unidos. Com mais de 1.500 clientes ativos e cerca de 100 colaboradores, reúne serviços integrados nas áreas de contabilidade consultiva, BPO financeiro, tributário, legalização, soluções de RH, certificado digital, treinamentos empresariais e estruturação internacional por meio da FN EUA.

A empresa surgiu como Contabilidade FN, fundada pelo pai de Fábio Nascimento, e evoluiu para um ecossistema empresarial que integra tradição familiar e inovação estratégica. O grupo atua como parceiro consultivo, apoiando empresários na tomada de decisão, organização financeira, inteligência tributária e crescimento estruturado.

Com foco em análise de dados, atendimento próximo e visão de longo prazo, o Grupo FN se posiciona como um ambiente de suporte estratégico para empresas que buscam previsibilidade, eficiência e expansão sustentável.

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