Treinos flexíveis melhoram desempenho na musculação

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Adaptar o treino de acordo com a disposição física e mental do momento contribui com a consistência e evolução no ganho de força

Noites mal dormidas, dias estressantes e falta de energia fazem parte da rotina da maioria das pessoas, mas a maioria dos treinos de musculação não leva isso em consideração. Um estudo realizado por pesquisadores da Leeds Beckett University, no Reino Unido, e publicado no Journal of Strength and Conditioning Research indica que ajustar a intensidade do exercício pode ser tão eficaz quanto seguir programas rígidos. Esse modelo é conhecido como autorregulação. O American College of Sports Medicine também reconhece que fatores como sono, estresse, alimentação e recuperação muscular influenciam diretamente o desempenho em cada sessão.

Segundo o treinador da Smart Fit Lucas Florêncio, esses fatores afetam diretamente a capacidade de gerar força. “Quando o corpo está mais cansado, a força diminui mesmo que a pessoa esteja motivada. Isso não significa regressão, mas uma variação natural”, explica.

Em dias de maior disposição, é possível aumentar a carga. Já em momentos de fadiga, reduzir o peso ou o volume ajuda a manter a constância sem sobrecarregar o corpo.

Um dos métodos mais simples para aplicar essa ideia é a RPE (escala de percepção de esforço), em que o praticante avalia o quão difícil foi a série numa escala de zero a dez.

Observar a execução também serve como guia: movimentos lentos no aquecimento, dificuldade para manter a técnica ou necessidade de “roubar” nas repetições são sinais de que o treino pode precisar ser mais leve.

“Se o peso habitual parecer pesado demais no aquecimento, reduzir entre 10% e 20% da carga já permite manter a qualidade do exercício”, orienta Florêncio.

Modelos flexíveis de treinamento geram ganhos de força e massa muscular semelhantes aos programas rígidos. A diferença aparece principalmente na adesão. Quando o aluno entende que ajustar o treino não é falhar, mas respeitar o próprio corpo, a chance de abandono diminui.

 Esse olhar mais flexível também reduz o risco de lesões por sobrecarga, comuns quando a pessoa tenta manter a mesma intensidade mesmo em períodos de cansaço acumulado.

Sugestão de treino abaixo e no link,  montado por Lucas Florêncio, treinador da Smart Fit: 

OrdemExercícioPadrão de MovimentoSériesRepetiçõesRPE Alvo (Esforço)DescansoObservação de Autorregulação
1Agachamento ArticulaoDominante de Joelho38 a 108 (Deixe 2 na reserva)2 minSe o aquecimento parecer pesado, reduza 10% da carga.
2Supino Reto HalteresEmpurrar Horizontal310 a 128 (Deixe 2 na reserva)90 segPriorize a amplitude se a articulação estiver rígida.
3Puxada Aberta articuladaPuxar Vertical310 a 129 (Deixe 1 na reserva)90 segSe estiver exausto, troque a Barra Fixa pela Puxada no Pulley.
4Mesa FlexoraDominante de Quadril312 a 157 (Foco técnico)90 segÊnfase no alongamento controlado, não na carga máxima.
5Desenvolvimento articuladoEmpurrar Vertical212 a 158 (Deixe 2 na reserva)60 segSe sentir desconforto no ombro, reduza a amplitude.
6Remada Curvada supinadaPuxar Horizontal212 a 159 (Perto da falha)60 segFoque na adução das escápulas.
7Abdominal Prancha ou SupraCore345 seg ou 20 rep8 (Esforço moderado)45 segFinalize com foco na respiração e controle.
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