Nesta quarta-feira (15), a Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão promoveu a 5ª edição da vivência arteterapêutica Mulheres de Fibra: Transformando Dor em Colagens, em sua sede, no Macedo. A proposta é que as participantes expressem no recorte e na colagem as emoções que não conseguem transmitir pela fala.
Cada uma das mulheres recebeu uma moldura da fachada de uma casa em papel cartão e a orientação para montarem a sua casa interna com recortes e colagens. Ao final da atividade, elas apresentaram suas montagens e relataram os situações e sintomas comuns vivenciados pelas mulheres que têm fibromialgia, resultando em um momento de reconhecimento e identificação.
Integrando pela primeira vez a vivência, Dulcinéia da Silva, de 53 anos, moradora da Vila Barros, saiu do encontro conhecendo vários direitos dos quais não tinha ciência. Ela contou que foi uma oportunidade de dividir experiências e que ficou muito aliviada em poder dividir suas angústias com diversas mulheres que passam pelo mesmo problema. Segundo ela, conseguiu por pra fora as tristezas, através de uma dinâmica enriquecedora que fez e revelou ainda ter amado o encontro e principalmente as mulheres de fibra que conheceu.
O projeto Mulheres de Fibra é realizado mensalmente na subsecretaria. Pessoas interessadas em participar podem se inscrever pelo telefone (11) 2414-3685.
Fibromialgia
A fibromialgia é uma doença que causa dor em todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. Provoca também fadiga, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de memória e de atenção, cansaço excessivo e depressão. A lei federal nº 15.176/2025 reconhece a fibromialgia como condição de deficiência.
Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), cerca de 3% da população brasileira tem fibromialgia. De cada dez pacientes com a doença, de sete a nove são mulheres. O distúrbio também pode acometer homens, idosos, adolescentes e crianças.
A Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão integra a Secretaria de Direitos Humanos.








