Você já acordou com a sensação de que, mesmo após oito horas de sono, sua mente ainda está com “dez abas abertas?”
Me conta a verdade, hoje é segunda-feira e o final de semana não foi suficiente para você descansar, parece que mesmo dormindo e tentando descansar, a sensação que você tem é que nunca é suficiente?
Escrevo semanalmente para empresárias, gestoras e líderes e, nos últimos tempos, uma frase tem se repetido em meus atendimentos: “Giovana, eu só estou um pouco cansada, daqui a pouco passa”. Mas o que eu vejo nos olhos dessas mulheres não é apenas cansaço. É algo mais profundo, que a neuropsicanálise nos ajuda a entender como um “burnout silencioso”.
Diferente daquele colapso explosivo que todos imaginam, o burnout silencioso é sutil. Ele não te para de uma vez; ele te anestesia. Sabe aquela sensação de que você está realizando todas as tarefas, cumprindo a agenda da empresa, cuidando dos filhos e da casa, mas não sente mais o “sabor” das conquistas? Você faz o que precisa ser feito no automático, como se estivesse assistindo à sua própria vida de longe.
O que a Neuropsicanálise explica
Para entendermos esse estado, precisamos falar sobre o conceito de Desamparo Psíquico. Quando você se coloca na posição de “Mulher Maravilha”, tentando dar conta de tudo sozinha e ignorando seus limites, o seu aparelho psíquico sofre uma sobrecarga de estímulos que ele não consegue processar.
Para não “pifar” diante desse excesso, o cérebro ativa um mecanismo de defesa: ele reduz a intensidade das suas respostas emocionais. É como se ele baixasse o disjuntor da sua sensibilidade para economizar energia. O resultado? Você para de sentir a dor aguda do estresse, mas também para de sentir a alegria da entrega. Você entra em um estado de sobrevivência onde a vida perde o brilho e as cores.
O problema é que ninguém consegue viver anestesiada por muito tempo sem cobrar um preço alto da saúde, da família e da própria espiritualidade. A neurociência prova que uma mente em paz produz muito mais do que uma mente em modo de alerta. E a Bíblia, esse manual milenar de sabedoria, já nos alertava sobre a importância da renovação da mente para não nos conformarmos com esse sistema de exaustão.
Tarefa Prática: O Esvaziamento Mental
Para começar a sair dessa anestesia hoje mesmo, eu quero que você realize uma tarefa simples, mas poderosa, de Escrita Estruturada.
Reserve 15 minutos do seu dia, pegue um papel e faça o seguinte:
- A Lista do Peso: Escreva todas as tarefas e preocupações que estão ocupando espaço na sua mente hoje (desde o boleto da empresa até a lição de casa do filho).
- O Filtro da Verdade: Olhe para cada item e responda: “Isso precisa ser feito hoje e precisa ser feito por mim?”. Circule apenas o que for essencial.
- O Momento de Respiro: Escolha uma atividade de 5 minutos que te conecte com o “sentir” (pode ser sentir o gosto de um café sem olhar no celular, ou fechar os olhos e respirar fundo sentindo o ar entrar e sair).
O objetivo não é resolver tudo, mas mostrar ao seu cérebro que você retomou o controle do seu foco.
Muitas de nós fomos ensinadas que ser forte é carregar o mundo nas costas. Mas a verdadeira força está em saber a hora de tirar a capa. Se você se identificou com esse estado de anestesia, não espere o seu corpo parar à força para tomar uma decisão. O sucesso que custa a sua paz é um erro de cálculo que não fecha a conta no final do mês.
É possível liderar com leveza, estratégia e com a alma inteira. Eu criei um ambiente seguro chamado AMEse, justamente para mulheres que decidiram que não querem mais apenas sobreviver. Se você sente que este é o seu momento de despertar, venha comigo.
A decisão, como sempre, é sua.
Giovana Quini é neuropsicanalista com mais de 30 anos de experiência em gestão empresarial e hoje continua cuidando de mulheres, ajudando a saírem da sobrecarga e da anulação para conquistar uma vida mais leve sem deixar a alta performance de lado.








