A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta quinta-feira (23), três investigados em um sofisticado esquema de fraude bancária responsável pelo desvio de mais de R$ 14 milhões de uma conta empresarial de uma agência bancária da Capital. A ação faz parte da segunda fase da Operatio Infidelitas, conduzida por equipes da 4ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Ao todo, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão, sendo que três investigados foram presos e dois continuam foragidos — entre os alvos estavam o ex-gerente do banco, um advogado e um contador. As diligências ocorreram em dez endereços na cidade de São Paulo, seis na região metropolitana, um na região de Piracicaba e outros seis no estado de Goiás, com apoio das autoridades locais. A operação mobilizou 55 policiais, distribuídos em 29 equipes.
“Essa operação é significativa, porque representa uma das linhas de enfrentamento do departamento, que é o crime organizado do colarinho branco, cometido por trás de um computador. As ações têm como objetivo descapitalizar essas quadrilhas”, disse o diretor do Deic, Ronaldo Sayeg.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso obteve acesso ao número da conta e senha de uma empresa com grande movimentação financeira por meio do ex-gerente do banco e utilizou de técnicas de engenharia social para sequestrar a identidade digital dos responsáveis pela conta. Após o controle do sistema, os valores foram rapidamente pulverizados por meio de transferências via TED, PIX e emissão de boletos para contas de empresas fantasmas, criadas para lavar o dinheiro e apagar o rastro da polícia.
Os bens dos cinco investigados foram bloqueados judicialmente e foram apreendidos ainda 14 celulares e 21 dispositivos eletrônicos, entre computadores, notebooks e HDs, além de veículos de luxo no valor total de R$ 4,5 milhões e R$ 145 mil em dinheiro.








