As regiões sul da Bahia e norte de Minas Gerais, assim como o noroeste paulista concentram hoje algumas das áreas de maior risco de acidentes por picada de escorpião no Brasil. O alerta faz parte de um estudo publicado em outubro de 2025 na revista PLOS Neglected Tropical Diseases, que analisou dados dos 5.570 municípios brasileiros entre 2012 e 2024 e identificou avanço expressivo do escorpionismo pelo país, com mais de 1,7 milhão de acidentes e 1.230 mortes no período.
Ao longo desses 12 anos, a taxa nacional de incidência saltou de 31 para 142 casos por 100.000 habitantes, representando um aumento de 349%. A hipótese é que o crescimento dos acidentes esteja associado a uma combinação de fatores ambientais, climáticos, urbanos e sociais que favorecem a proliferação dos escorpiões nas cidades.
Elaborado por especialistas do Instituto Butantan, da Universidade de São Paulo (USP), do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o estudo pretende apoiar ações de vigilância epidemiológica e fornecer um mapeamento detalhado das áreas de maior risco no país, contribuindo para uma alocação estratégica e eficiente dos soros utilizados para o tratamento dos quadros mais graves de envenenamento por escorpião.








