Sinal de batida, problemas aparentes ou veículos muito coloridos podem reduzir as chances de venda
O carro está entre os bens de consumo que mais sofrem desvalorização ao longo do tempo, mas alguns cuidados podem ajudar a preservar seu valor de mercado e garantir uma revenda mais vantajosa. Mais do que manter a revisão em dia, fatores como cor, histórico de batidas, quilometragem, estado de conservação e até a escolha do modelo influenciam diretamente no preço final do veículo.
De acordo com Miguel Henrique Souza, CEO e sócio da Vaapty, que é líder no segmento de intermediação de venda de veículos do Brasil, a quilometragem segue como um dos principais critérios de avaliação. Um carro rodado demais pode perder até 20% do valor de revenda em comparação a modelos semelhantes com baixa quilometragem. Por outro lado, uma revisão recente e feita na autorizada, ou com profissionais especializados, pode acelerar essa negociação:
“A revisão do veículo não deve ser vista como um gasto, mas como um investimento que impacta diretamente o valor de revenda. Um carro com histórico de manutenção preventiva em dia, principalmente quando realizado em concessionárias ou oficinas certificadas, transmite mais segurança e credibilidade ao comprador, o que pode resultar em uma negociação mais valorizada. Por outro lado, a ausência de revisões comprovadas ou serviços mal executados gera desconfiança imediata, comprometendo a percepção de conservação do veículo e acelerando sua desvalorização”, afirma o CEO da Vaapty.
Já a escolha da cor ainda pesa bastante no mercado de seminovos. Veículos pretos, pratas e brancos costumam ter maior liquidez, enquanto cores muito chamativas tendem a encontrar menos compradores.
“A cor vai além da questão de estilo, mas no momento da revenda ela se transforma em um fator de negociação. Opções mais neutras são mais procuradas e isso impacta diretamente no valor final”, explica Miguel.
Condições da lataria, pintura, estofamento e painel influenciam no valor de mercado e são pontos sensíveis. O histórico de batidas e qualquer sinal de ferrugem, amassados ou riscos pode desvalorizar o veículo.
“Carros com revisões feitas em concessionária costumam valer mais. Já os automóveis que passaram por manutenções mal feitas ou possuem peças não originais, podem perder valor na hora da venda”, alerta o CEO da Vaapty.
Além disso, o modelo e a marca também pesam. Veículos de linhas que saíram de produção ou que têm baixa aceitação de mercado costumam perder valor mais rápido. Já modelos populares e com bom custo-benefício mantêm preços mais estáveis.
Para quem deseja vender o veículo em 2026, a recomendação é buscar pela intermediação e apostar em revisões regulares: “Quem deseja reduzir a desvalorização do carro, vale investir em reparações como pintura, revisão na autorizada com laudo cautelar, evitar modificações estéticas radicais e, principalmente, cuidar para que o veículo mantenha um bom histórico. Esses detalhes fazem diferença no bolso do proprietário na hora da troca ou da venda”, diz.








