Recuperação esportiva de alta performance: o papel da ozonioterapia

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A busca por estratégias que favoreçam a recuperação física e reduzam o impacto das lesões faz parte da rotina de atletas de alto rendimento. Em meio ao avanço da medicina esportiva e das abordagens integradas de reabilitação, a ozonioterapia tem despertado interesse crescente por seu potencial como recurso complementar no tratamento de condições musculoesqueléticas associadas à dor, inflamação persistente e limitação funcional. 

Esse cenário também acompanha o avanço da regulamentação da ozonioterapia no Brasil. Um marco recente foi a publicação da Resolução CFM nº 2.445 de 2025 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que estabeleceu critérios para o uso da técnica no âmbito médico. A medida representa um passo importante para ampliar a segurança e a padronização de sua aplicação, refletindo o crescente interesse da comunidade científica e médica.

Entre os contextos que têm impulsionado essa discussão está a medicina esportiva, área em que a busca por estratégias complementares para o manejo da dor, da inflamação e da recuperação funcional vem ganhando espaço.

O tema tem despertado atenção especialmente em modalidades marcadas por alta carga de treinamento, repetição de movimentos e sobrecarga articular. Futebol, atletismo, corrida, natação, tênis, ciclismo, triathlon, vôlei, basquete e esportes de combate estão entre as práticas em que lesões crônicas, tendinopatias e desgastes articulares costumam fazer parte dos desafios enfrentados por atletas ao longo da carreira. 

Na prática esportiva, um dos principais desafios após uma lesão é criar condições para que o atleta consiga avançar nas etapas de recuperação sem agravar o quadro clínico. Neste contexto, o ozônio medicinal pode apoiar a recuperação funcional, como uma estratégia adjuvante promissora para atletas. Estudos¹ sugerem que a técnica pode contribuir para a redução da dor e para a melhora da função física em condições musculoesqueléticas específicas, como a osteoartrite de joelho. Esses efeitos podem favorecer a adesão ao processo de reabilitação e a progressão gradual das atividades físicas.

“Em atletas de alto rendimento, o processo de recuperação vai além da cicatrização da lesão. O grande desafio é restaurar a função, a mobilidade e a capacidade de suportar novamente as demandas do treinamento e da competição sem aumentar o risco de recorrência. A possibilidade de acelerar o retorno às atividades também representa uma vantagem importante, desde que respeitados os critérios de segurança. Quanto mais eficiente for esse processo, maiores são as chances de um retorno seguro e sustentável ao esporte”, explica Dr. Fábio Costa, médico ortopedista.

“A aplicação da ozonioterapia deve estar integrada a um plano multidisciplinar que inclui fisioterapia, fortalecimento muscular, controle de carga, acompanhamento médico, preparação física e suporte nutricional. Além disso, no caso de atletas profissionais, é fundamental observar as normas esportivas e os critérios antidoping estabelecidos pelas federações e entidades reguladoras”, explica a Dra. Letícia Philippi, especialista em ozonioterapia, fundadora e diretora da ABOZ – Associação Brasileira de Ozonioterapia. 

O aumento do interesse pela ozonioterapia acompanha uma tendência crescente na saúde: a busca por terapias regenerativas que possam contribuir para a recuperação dos tecidos e a melhora funcional dos pacientes. Nesse cenário, a técnica tem ganhado espaço em diferentes especialidades, incluindo a medicina esportiva.

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