Polícia de SP participa de operação que mira quadrilha especializada em golpes com falsas plataformas de investimentos

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Polícia Civil de São Paulo presta apoio às equipes gaúchas contra o esquema criminoso que já fez mais de 140 possíveis vítimas

Policiais civis de São Paulo participam nesta quinta-feira (13) da Operação “Criptoabate”, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul contra uma quadrilha especializada em golpes com falsas plataformas de investimentos. Ao todo, são cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e outros 16 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 

A maioria das ordens judiciais é cumprida na capital paulista, sendo dez de busca e oito de prisão. A ação conta com apoio das equipes especializadas da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Segundo as investigações, os envolvidos possuíam uma estrutura organizada e divisão de tarefas para captar vítimas, disponibilizar contas bancárias usadas na movimentação dos recursos, intermediar operações financeiras e converter os valores obtidos em criptoativos como forma de lavar o dinheiro.

“A atuação da DCCiber em São Paulo demonstra a importância da integração entre as Polícias Civis no combate a crimes cibernéticos e financeiros que ultrapassam as fronteiras dos estados. O foco é contribuir para a desarticulação dessa estrutura criminosa, identificar outros envolvidos e possíveis vítimas”, afirmou o delegado Paulo Barbosa, responsável pela Divisão de Crimes Cibernéticos. 

A apuração começou após uma pessoa relatar um prejuízo superior a R$ 37 milhões com o golpe. No decorrer das apurações, foram identificadas ao menos 140 possíveis vítimas que teriam sido alvo da mesma dinâmica criminosa.

Além das fraudes, a organização é investigada pelo uso de empresas e contas bancárias de passagem para movimentar e ocultar os valores obtidos. A conversão de recursos em criptoativos também fazia parte da estratégia para dificultar o rastreamento do dinheiro.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas relacionadas ao esquema criminoso.

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