Alerta do Muralha Paulista leva à prisão de procurado por estupro de vulnerável no Metrô da Barra Funda, na capital

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Um homem de 32 anos, procurado pela Justiça por estupro de vulnerável, foi preso na Estação Palmeiras-Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista, na quarta-feira (24), após ser identificado pelas câmeras de monitoramento integradas ao programa Muralha Paulista. O sistema, que faz reconhecimento facial, gerou alerta às equipes da Polícia Militar mais próximas.

O foragido foi abordado e, após consulta aos sistemas policiais, foi constatado que havia um mandado de prisão em aberto contra ele. A ordem judicial havia sido expedida em 29 de maio de 2026 pela Terceira Vara Criminal e Cível da Comarca de Barra do Bugres, no estado de Mato Grosso.

Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia instalada dentro do Metrô, onde permaneceu preso e à disposição da Justiça. O caso foi registrado como captura de procurado.

Integração do Muralha Paulista com o Metrô

A ação é resultado da integração entre a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM), que, por meio do sistema de monitoramento do Metrô e do programa Muralha Paulista, amplia a capacidade de identificação de indivíduos com pendências judiciais em áreas de grande circulação.

O uso da tecnologia permite respostas rápidas e maior eficiência no trabalho policial, contribuindo para a retirada de foragidos das ruas.

Com o homem detido ontem, essa integração já permitiu a prisão de 20 foragidos da Justiça até o momento.

Sobre o programa

O programa Muralha Paulista opera câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas, equipamentos de reconhecimento facial e dispositivos de monitoramento em tempo real. A rede integra câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bases de dados e indicadores de localização, ampliando a capacidade de análise e resposta das forças policiais, operacionais e especializadas.

As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça. Também contribuem para monitorar e ajudar a organizar o trânsito, localizar pessoas desaparecidas e veículos furtados ou roubados por meio da leitura e análise de placas.

A tecnologia restringe rotas de fuga, dificulta a movimentação dos criminosos e aumenta a capacidade de resposta das forças de segurança. Uma vez identificados e presos, os autores deixam de reincidir nesses tipos de crimes.

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