Quando o Brasil joga, o trabalhador para de gastar: recorte da Caju sobre o mundial

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Quando a seleção brasileira entra em campo, o trabalhador larga o cartão. É o que revela um levantamento inédito da Caju, empresa que oferece soluções para RH que vão de benefícios e despesas corporativas à gestão de pessoas, a partir de milhões de transações registradas durante a fase de grupos do mundial de 2026. Na janela de cada jogo do Brasil, o consumo no cartão caiu mais de 50% e o valor gasto recuou até 66% em relação a uma noite comum.

Disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá, o campeonato colocou as partidas do Brasil no período da noite no horário brasileiro, já fora do expediente. Ainda assim, o impacto sobre o consumo foi imediato. O efeito de consumo se repetiu nos três jogos da primeira fase. Nas partidas em horário de maior consumo, contra Marrocos, no dia 13 de junho, e contra a Escócia, no dia 24, as compras no cartão caíram mais de 50% durante o tempo de jogo. No duelo com o Haiti, mais tarde da noite, a retração foi de 35%, porque parte do público já havia consumido antes. Em todos os casos, o valor gasto recuou mais do que o número de compras, o que indica que a despesa maior é simplesmente adiada: durante o jogo, sobra apenas o gasto pequeno e rápido.

“O torneio tem esse poder raro de fazer o país parar junto, e os nossos dados mostram isso na prática, hora a hora. Para nós, mais do que medir gasto, é enxergar como o benefício acompanha o brasileiro nos momentos de torcida”, afirma Zachary Fox, CMO da Caju.

Mais do que medir uma queda, os dados revelam um deslocamento. Os jogos do Brasil não derrubam o consumo, mas reorganizam ao longo do dia. Nas três horas que antecedem a partida, as compras em mercado sobem 13% e em restaurante caem 20% (ambas com médias abaixo do normal). Depois do apito final, o ritmo se normaliza.

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