Região Metropolitana de São Paulo registra 391.070 admissões formais em maio, aponta Novo Caged

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Serviços lideram as contratações na região; no Brasil, mais de 2,2 milhões de admissões foram registradas no mês

A Região Metropolitana de São Paulo registrou 391.070 admissões com carteira assinada em maio, conforme dados divulgados pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. No mesmo período, foram contabilizados 383.369 desligamentos.

O levantamento contempla os municípios de Arujá, Barueri, Biritiba-Mirim, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu das Artes, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Guararema, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Juquitiba, Mairiporã, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santa Isabel, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, São Paulo, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

Serviços concentram maior volume de admissões

Entre os setores econômicos, os serviços concentraram o maior número de admissões na região, com 260.811 contratações registradas em maio, representando 66,69% do total. Em seguida aparecem o comércio, com 70.947 admissões, e a construção civil, com 30.938 novos vínculos formais.

Ensino médio completo lidera perfil das admissões

Os trabalhadores com ensino médio completo representaram a maior parte das admissões realizadas na região em maio. Ao todo, foram 264.041 contratações, equivalente a 67,52% das admissões registradas no período.

Na sequência aparecem trabalhadores com ensino superior completo, com 49.089 admissões, e profissionais com ensino médio incompleto, que somaram 23.174 contratações.

Jovens concentram maior participação nas contratações

A faixa etária entre 18 e 24 anos liderou as admissões na região, com 106.013 registros em maio. Na sequência aparecem os trabalhadores entre 30 e 39 anos, que somaram 101.689 admissões, enquanto a faixa de 40 a 49 anos contabilizou 70.034 contratações.

Os homens representaram 51,89% das admissões realizadas no período, com 202.916 contratações, enquanto as mulheres responderam por 188.154 admissões, equivalente a 48,11% do total.

Brasil registra mais de 2,2 milhões de admissões formais

No cenário nacional, o Brasil contabilizou 2.207.303 admissões formais em maio, enquanto os desligamentos somaram 2.134.343 registros, segundo dados do Novo Caged.

Entre os setores da economia, os serviços registraram o maior saldo de empregos no mês, com 45.655 novos postos de trabalho, seguidos pela construção civil, que registrou saldo positivo de 12.096 vagas.

O saldo positivo foi registrado em 22 das 27 unidades da Federação. São Paulo liderou a geração de empregos, com 18.224 novos postos de trabalho, seguido por Espírito Santo (9.532) e Rio de Janeiro (9.195).

Jovens e trabalhadores com ensino médio concentram geração de empregos

O resultado de maio foi positivo tanto para mulheres, com saldo de 51.848 postos de trabalho, quanto para homens, que registraram 21.112 vagas.

Os trabalhadores de até 24 anos concentraram o maior crescimento no período, com saldo positivo de 90.503 empregos. Entre os níveis de escolaridade, os profissionais com ensino médio completo registraram saldo de 60.509 vagas, seguidos pelos trabalhadores com ensino médio incompleto, com 7.058 novos postos.

Trabalho temporário supera 83 mil admissões em maio

O trabalho temporário também manteve forte movimentação em maio. No período, o Brasil contabilizou 83.937 admissões, com saldo positivo de 3.662 postos de trabalho. O setor de serviços concentrou a maior parte das contratações temporárias, respondendo por 83.652 admissões registradas no mês.

Para a gerente regional da Employer Recursos Humanos em São Paulo, Francine Amadeu, a modalidade continua desempenhando um papel importante para empresas que precisam atender demandas específicas e para trabalhadores que buscam oportunidades de inserção no mercado.

“O trabalho temporário continua sendo uma ferramenta importante para oferecer flexibilidade às organizações e ampliar oportunidades de ingresso no mercado de trabalho. Além de atender necessidades pontuais das empresas, essa modalidade permite que muitos profissionais adquiram experiência, desenvolvam novas competências e aumentem suas chances de efetivação”, afirma. 

Direitos do Trabalhador Temporário   

Na modalidade temporária, o trabalhador tem anotação em carteira e os direitos assegurados pela legislação 6.019/1974. Dentre os direitos, estão inclusos pagamento de horas extras, descanso semanal remunerado, 13° salário e férias proporcionais ao período trabalhado. Ele recebe 8% dos seus proventos a título de FGTS e o período como temporário conta como contribuição para a aposentadoria.    

Vale ressaltar que na legislação, o trabalhador temporário pode ser contratado por até 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais até 90 dias. A efetivação pode acontecer a qualquer momento desse período. Junto à Previdência, o trabalhador temporário também tem todos os direitos garantidos, desde que se respeite a carência mínima exigida para o pagamento dos benefícios.    

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