Indicadores apontam liderança de São Paulo em abertura de empresas

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Avanço se dá em todos os portes empresariais, o que evidencia um ambiente de negócios favorável à criação e à internacionalização

A melhora do ambiente de negócios com uma série de medidas que trazem há quase quatro anos a confiança necessária para a realização de investimentos fazem de São Paulo o estado mais desenvolvido do país. E esse desempenho se reflete no recorde de abertura de empresas e de exportadoras.

Os resultados acompanham a implementação do SP na Direção Certa, conjunto de medidas adotadas pelo Governo de São Paulo desde 2023 para modernizar a administração pública, ampliar a eficiência dos gastos, fortalecer a responsabilidade fiscal e aumentar a capacidade de investimento do Estado. A iniciativa reúne ações de modernização administrativa, desburocratização, expansão dos serviços digitais, concessões, parcerias público-privadas, desestatizações e atração de investimentos.

O cenário contribuiu para indicadores que colocam São Paulo na liderança nacional em abertura de empresas, também destinadas a exportações.

O estado de São Paulo alcançou 13.268 empresas exportadoras em 2025, maior número já registrado em 15 anos, de acordo com o Relatório Anual de Comércio Exterior por Porte de Empresas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O número representa quase 45% do total do país (29.818). O resultado reforça a posição do estado como principal polo exportador do Brasil.

O avanço foi registrado em todos os portes empresariais, o que evidencia um ambiente de negócios favorável à internacionalização.

Entre as microempresas e MEIs, o número de exportadoras passou de 2.240 para 2.312 – 37,5% do total de 6.167. Já entre as pequenas empresas, o total subiu de 2.425 para 2.484 (44% do total de 5.655). As médias e grandes empresas, que concentram o maior volume de exportações, passaram de 8.200 para 8.472 – 48% do total de 17.764.

Os números refletem o fortalecimento da base exportadora paulista e a ampliação das oportunidades para empresas de diferentes setores e portes acessarem o mercado internacional.

Já o número de novas empresas criadas no estado de São Paulo bateu recorde ano a ano desde 2023. O total até fevereiro deste ano chega a 1,9 milhão de novos negócios, quase 14% do total no país. Os números são da Fundação Seade.

Programa prepara empresas para exportações

O Exporta SP, programa gratuito de capacitação voltado à internacionalização de micro, pequenas e médias empresas e produtores rurais paulistas, tem inscrições abertas até o dia 24 de julho. A iniciativa é da InvestSP e prepara empreendedores de qualquer região do estado e de todos os setores para o mercado internacional por meio de exportações.

Realizado de forma 100% online e gratuita, o programa tem duração de três meses e combina capacitação especializada, workshops, mentorias individuais e conteúdos práticos sobre os principais desafios enfrentados por empresas que desejam exportar. Entre os temas abordados estão inteligência comercial, formação de preços, adequação de produtos e serviços, plano de negócios, marketing e vendas, entre outros. 

As aulas da nova turma têm início em 25 de agosto. São dois encontros semanais coletivos com especialistas, nos quais são abordados os temas que mais desafiam os empresários no processo de internacionalização de seus produtos e serviços. O empreendedor ainda tem acesso a até quatro mentorias, encontros individuais com especialistas, nos quais pode discutir necessidades e desafios específicos do seu negócio. 

A InvestSP também desenvolve o programa Município Global, que apoia prefeituras paulistas na construção de estratégias de inserção internacional e na promoção de suas vocações econômicas no exterior. A iniciativa busca fortalecer a conexão entre cidades, empresas e mercados globais, ampliando oportunidades de negócios e desenvolvimento regional.

SP na Direção Certa

O plano São Paulo Na Direção Certa reúne um conjunto de medidas voltadas à modernização da gestão pública, com foco na eficiência do gasto, responsabilidade fiscal e ampliação dos investimentos. A iniciativa inclui ações como a reestruturação de órgãos e agências reguladoras, revisão de benefícios fiscais, alienação de ativos, racionalização de despesas e modernização de sistemas administrativos, com destaque para a renegociação da dívida com a União e melhorias nos processos de compras públicas.

Na prática, o plano vem consolidando um ambiente mais favorável a investimentos, impulsionando o crescimento econômico e a geração de empregos. A gestão eficiente permitiu avanços em áreas como infraestrutura, saúde, mobilidade e desenvolvimento urbano, além de ganhos fiscais que viabilizam a continuidade de políticas públicas essenciais. O Estado também tem se destacado em discussões nacionais, como a reforma tributária, demonstrando que é possível conciliar responsabilidade fiscal com desenvolvimento econômico e social.

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