Treinar de manhã, à tarde ou à noite: o que muda no desempenho?

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Embora a consistência seja o fator mais importante, o educador físico da Academia Gaviões 24h explica que o relógio biológico pode interferir na disposição, no rendimento e na recuperação durante os exercícios

Muitas pessoas começam a praticar atividades físicas e logo se deparam com uma dúvida: existe um horário ideal para treinar? A resposta mais direta é que o melhor momento é aquele que se encaixa na rotina. No entanto, o corpo humano funciona de maneira diferente ao longo do dia devido ao ciclo circadiano, conhecido como relógio biológico, e compreender como esse mecanismo atua pode ajudar a potencializar os resultados dos treinos.

O educador físico da Academia Gaviões 24h, Anderson Teu, destaca as vantagens e desvantagem de cada período do dia e explica que o ciclo circadiano é um mecanismo interno responsável por regular o ritmo biológico do organismo, que influencia diretamente na temperatura corporal, produção hormonal, pressão arterial e frequência cardíaca, aspectos que determinam a disposição e a capacidade de resposta muscular ao longo do dia.

O despertar com o treino matinal

Praticar atividades físicas pela manhã oferece benefícios tanto para a organização da rotina quanto para a saúde mental. Do ponto de vista fisiológico, o início do dia é marcado pelo pico de cortisol, hormônio responsável por aumentar o estado de alerta. Quando o exercício é realizado nesse período, ocorre a liberação de endorfina e dopamina, promovendo uma sensação de bem-estar que pode se estender pelas horas seguintes, além de favorecer o foco e a produtividade.

“A consistência tende a ser maior pela manhã, já que a probabilidade de imprevistos ou compromissos interferirem no treino é menor. Porém, esse período exige maior atenção ao aquecimento. Após horas de repouso, a temperatura corporal está mais baixa e as articulações apresentam maior rigidez, tornando essa etapa indispensável para prevenir lesões”, destaca Anderson Teu.

O pico da performance

Para quem busca o máximo desempenho físico, o período da tarde costuma ser o mais favorável. Nesse horário, a temperatura do corpo fica mais elevada, melhorando a elasticidade muscular e a condução dos impulsos nervosos. Como resultado, força, potência e resistência tendem a ser maiores.

“Uma das principais vantagens de treinar à tarde é o maior aporte energético. Com os músculos naturalmente aquecidos pelas atividades do dia e após a realização de algumas refeições, o organismo costuma estar mais abastecido, favorecendo um melhor rendimento durante o treino”, explica o especialista.

A válvula de escape no treino noturno

O treino noturno é a principal alternativa para quem tem uma rotina mais intensa e, além disso, funciona como uma importante ferramenta para aliviar as tensões do dia. A prática de exercícios nesse período contribui para a redução do estresse e promove relaxamento físico e mental.

“Quem opta por treinar à noite deve ter atenção à higiene do sono. Exercícios de alta intensidade elevam a frequência cardíaca, estimulam a produção de adrenalina e aumentam a temperatura corporal. Quando realizados muito próximos ao horário de dormir, podem retardar a produção de melatonina e comprometer a qualidade do sono. Por isso, o ideal é manter um intervalo de, pelo menos, duas horas entre o fim do treino e o momento de deitar”, orienta Anderson Teu.

Independentemente do horário escolhido, o mais importante é manter uma rotina ativa e atingir os 300 minutos semanais de atividade física recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse cenário, redes como a Academia Gaviões 24h, pioneira no modelo de funcionamento 24 horas no Brasil, ampliam o acesso à prática de exercícios ao oferecer flexibilidade de horários e estrutura completa. Assim, cada pessoa pode encaixar o treino na própria rotina e manter a constância, um dos principais fatores para a obtenção de resultados e a promoção da saúde.

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