Especialista explica a alopecia androgenética, analisa os efeitos de produtos superficiais e indica os cuidados para conter a queda capilar
Com a popularização e o crescimento do mercado de beleza e bem-estar focado no público masculino, a busca por soluções contra a queda de cabelo tornou-se um dos assuntos mais populares nas redes sociais. Em plataformas como TikTok e Instagram, vídeos sobre o uso de óleos, babosa, xampus e até microagulhamento caseiro acumulam milhões de visualizações com promessas de crescimento capilar. Contudo, do ponto de vista técnico, a calvície masculina (conhecida como alopecia androgenética) exige diagnóstico adequado e não pode ser revertida por soluções domésticas.
Izadora Figueredo, professora do curso de Estética e Imagem Pessoal da UNIASSELVI, vê algumas “técnicas milagrosas” populares na internet com desconfiança e até receio. “Com toda certeza, as técnicas que são mais invasivas, como o microagulhamento, são as mais perigosas. O risco de contaminação por procedimentos que causam lesões no tecido é grande quando realizados por pessoas sem nenhum conhecimento. Já a suplementação vitamínica sem nenhuma orientação profissional pode ocasionar outros problemas posteriormente, como sobrecarga no fígado e nos rins, problemas no coração, além de interações perigosas com remédios”, afirma.
No entanto, ela não vê problemas em produtos menos invasivos. “O uso de óleos, shampoos e outros produtos que são colocados na superfície da pele podem trazer algum benefício e não oferecem riscos eminentes ao uso. Mas é preciso cuidado: é importante respeitar a integridade do couro cabeludo para que o uso não gere lesões, podendo então gerar um problema maior”.
Calvície masculina e feminina têm diferenças
A calvície masculina é uma condição genética e hereditária impulsionada pela ação do hormônio testosterona no couro cabeludo. “Não se trata necessariamente do excesso do hormônio, mas de características genéticas que levam o organismo a transformar a testosterona em um causador da queda. Na manifestação masculina, o padrão de perda na coroa craniana tende à queda total dos fios. É diferente da alopecia feminina, que geralmente causa o afinamento dos cabelos, sem a morte completa do folículo”, explica.
Por isso, produtos diferentes e específicos para homens e mulheres foram desenvolvidos pela indústria farmacêutica e pela área da estética. “Atualmente, contamos com medicamentos que retardam a perda, cosméticos específicos para o controle do processo e equipamentos como o laser, que estimulam a circulação sanguínea na região do folículo piloso, potencializando as respostas aos tratamentos orientados”, aponta a docente da UNIASSELVI.
Mas ela ressalta que ações simples podem ajudar a mitigar o problema. “Os estágios iniciais possuem mais probabilidade de uma resposta positiva, porém é necessário que o paciente siga as orientações de um profissional habilitado, como um esteticista. Os melhores cuidados em casa são melhorar a alimentação e praticar exercícios físicos. Essas medidas podem ajudar a retardar a queda e, em alguns casos, fazer com que os fios voltem a crescer”, ressalta.








