Parceria com o Instituto Moreira Salles levou aos jovens do CASA Guayi uma experiência que uniu ciência, história e arte durante o período de férias escolares
Durante o período de férias escolares, 13 adolescentes atendidos pela Fundação CASA Guayi, em Guarulhos, participaram de uma experiência diferente: aprenderam a construir com as próprias mãos uma câmera escura, tecnologia que está na origem de toda a fotografia moderna.
A atividade foi realizada em parceria com o Instituto Moreira Salles (IMS), um dos mais importantes centros culturais do país. Ao longo de duas horas, uma equipe da instituição conduziu a oficina e apresentou aos participantes os princípios que deram origem às câmeras fotográficas.
Utilizando materiais simples, como cartolina, papel cartão, lente, cola e tesoura, os adolescentes montaram cada parte do equipamento, aprendendo na prática como a luz atravessa uma abertura e projeta imagens, princípio óptico conhecido há séculos e que permanece presente nas câmeras atuais.
“Eu não sabia que tinha como fazer uma câmera de cartolina. Foi muito legal, uma experiência incrível, diferente. Nunca tinha visto algo parecido”, relatou Robson (nome fictício), adolescente do CASA Guayi.
A oficina ocorreu após um primeiro contato de parte dos jovens com o universo da fotografia analógica em visita realizada ao Instituto Moreira Salles, ampliando a vivência cultural e o conhecimento sobre a história da fotografia.
Além do aspecto artístico, a atividade permitiu trabalhar conceitos de ciência, observação e criatividade por meio de uma metodologia prática, incentivando o protagonismo dos adolescentes durante todo o processo de construção.
Iago (nome fictício), outro adolescente participante, destacou a surpresa com o resultado obtido. “No começo achei que não daria certo, mas fui entendendo como funcionava e no final a câmera ficou muito boa”, relatou.
“A oficina amplia o repertório cultural dos adolescentes e mostra que a aprendizagem pode acontecer de forma prática, criativa e envolvente. É uma experiência que estimula a curiosidade, o raciocínio e o interesse por novas formas de conhecimento”, destaca o presidente da Fundação CASA, Acacio Miranda.








