Suspeito de ser informante de quadrilha, funcionário de empresa de segurança é preso em operação contra roubo a residências em SP

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Homem teria repassado informações privilegiadas aos criminosos; segunda fase da ação prendeu três suspeitos e apreendeu celulares e itens de luxo

Um funcionário de uma empresa de segurança privada, suspeito de repassar informações privilegiadas a uma quadrilha especializada em roubos a residências, foi preso nesta quinta-feira (3) durante a segunda fase da Operação Última Entrega. Outros dois suspeitos também foram capturados na ação, deflagrada pela Polícia Civil em São Paulo, Taboão da Serra e Embu das Artes. 

Os investigados são apontados como envolvidos em um roubo de bens avaliados em aproximadamente R$ 2 milhões, que terminou com uma tentativa de latrocínio.

Segundo a investigação, o funcionário teria utilizado informações obtidas durante o trabalho para indicar aos criminosos o imóvel que seria alvo da ação. Os outros dois presos nesta etapa são suspeitos de comercializar objetos de alto valor pertencentes à família vítima do roubo.

O crime aconteceu em 5 de julho, em um condomínio de casas na Zona Oeste da capital. A vítima chegou mais cedo à residência e percebeu a ação dos criminosos. Ao tentar deixar o local, teve o veículo atingido por disparos efetuados pelos assaltantes. A ocorrência, que começou com um roubo a residência, passou a ser investigada como tentativa de latrocínio em razão dos tiros efetuados contra o morador durante a fuga.

De acordo com o delegado Marcus Vinicius Reis, titular do 34º Distrito Policial (Vila Sônia), a identificação dos envolvidos foi possível a partir de um trabalho de inteligência e da análise de imagens e do local do crime.

“Com um trabalho de inteligência, análise do local e das imagens, conseguimos identificar os primeiros integrantes dessa quadrilha altamente especializada. Na primeira fase, prendemos um deles. Agora, na segunda etapa, prendemos mais três. Acreditamos que, com o material apreendido hoje, será possível identificar os demais envolvidos”, explicou.

A primeira fase da Operação Última Entrega aconteceu em 24 de julho e resultou na prisão de um integrante da quadrilha e na recuperação de parte dos bens roubados. Com as três prisões realizadas hoje, quatro suspeitos já foram capturados no âmbito da investigação. 

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram apreendidos celulares e tênis de marcas de luxo. 

Para o delegado, a prisão do funcionário de segurança também representa uma importante frente de combate aos crimes patrimoniais, especialmente pela utilização indevida de informações privilegiadas.

“Essa ação é importantíssima para demonstrar que a Polícia Civil combate efetivamente os roubos a residência e os latrocínios, especialmente quando há pessoas que atuam em empresas de segurança privada e utilizam informações privilegiadas para auxiliar criminosos. A prisão desse suspeito é importante tanto pela possível participação em outros roubos quanto para evitar a reincidência e demonstrar que os crimes estão sendo elucidados”, afirmou.

A operação contou com 45 policiais da 3ª Delegacia Seccional Oeste, distribuídos em 21 viaturas. As diligências continuam para identificar outros possíveis integrantes da quadrilha e investigar a eventual participação dos suspeitos em outros crimes.

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