O monitoramento das condições meteorológicas em todo estado é realizado 24 horas por dia pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil do Estado de São Paulo. A estrutura reúne dados de radares, satélites e estações meteorológicas para identificar a possibilidade de eventos severos e subsidiar a emissão de alertas à população sobre riscos como chuvas intensas, tempestades, vendavais, incêndios, estiagens e ondas de calor. Desde sábado (5), a Defesa Civil emitiu 53 alertas via SMS para alertar a população sobre fortes chuvas e ventos que atingiram todo o território paulista.
“O trabalho do CGE é prever o evento climático e, com isso, também antecipar a reação, minimizando os danos patrimoniais e evitando que a população se coloque em situação de risco”, explica o coronel Reinaldo de Araújo Monteiro, chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil de São Paulo.
Para isso, agentes da Defesa Civil e meteorologistas acompanham, dia e noite e em tempo real, um painel de inteligência com medições de temperatura, umidade relativa do ar, velocidade dos ventos, quantidade de chuva, descargas atmosféricas e focos de incêndio, entre outras informações enviadas por satélites, radares e estações meteorológicas espalhadas pelo estado. Os dados alimentam modelos matemáticos gerenciados com auxílio de inteligência artificial (IA), que contribuem para a identificação da possibilidade de ocorrências climáticas severas.
O CGE monitora os 645 municípios paulistas e acompanha riscos relacionados a desastres naturais, como chuvas intensas, incêndios, estiagens e ondas de calor, além de ocorrências classificadas como desastres tecnológicos, provocadas pela ação humana.
Todos os dias, o CGE emite três boletins meteorológicos e, quando há risco de desastre, um boletim especial. Dependendo da classificação do alerta — amarelo, laranja ou vermelho —, muda o grau de mobilização dos órgãos envolvidos, podendo ocorrer o acionamento do Gabinete de Crise.
“Sempre que um risco alto é identificado, seja de tempestade, vendaval ou incêndios de grandes proporções, todas as instituições que atuam no Gabinete de Crise são imediatamente acionadas”, explica Monteiro.
Os boletins são encaminhados às defesas civis municipais para auxiliar na adoção das medidas preparatórias necessárias para cada situação. “Temos estações que são da Secretaria de Agricultura, outras da Secretaria do Meio Ambiente e algumas de órgãos parceiros também. Ao todo, são cerca de 600 espalhadas pelo estado e produzindo informações regionalizadas que abastecem nosso sistema de dados”, explica o tenente Matheus Roncatto, chefe de operações do CGE.
“Isso nos permite agir com diligência e preparar nossa reação, muitas vezes com antecedência suficiente para convocar as defesas civis municipais para reuniões preparatórias para enfrentar as crises”, acrescenta.
Entre as ferramentas utilizadas pela Defesa Civil está a plataforma Earth Networks, que monitora a atividade elétrica na atmosfera e transmite as informações diretamente para o painel de inteligência do CGE. Os dados auxiliam no acompanhamento da formação e do deslocamento de tempestades e temporais de alto impacto.
Além das ferramentas de medição e gerenciamento, o CGE conta com o sistema de alerta Cell Broadcast, que permite o envio de mensagens para aparelhos celulares conectados às redes 4G ou 5G nas áreas sob risco. Por meio da ferramenta, a Defesa Civil pode alertar a população sobre situações que exigem medidas de prevenção e proteção.
Sirenes
A Defesa Civil do Estado de São Paulo também expandiu o Sistema de Sirenes de Alerta Remoto (SISAR), criado para fortalecer a cultura de prevenção em regiões com histórico de deslizamentos e inundações. Atualmente há 12 equipamentos funcionando nos municípios de Franco da Rocha, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Capivari, São Luiz de Paraitinga, Santos, São Sebastião, Guarujá, Mauá, Campos do Jordão, Monteiro Lobato e em Registro.
O Sistema de Sirenes de Alerta Remoto integra o conjunto de medidas preventivas adotadas pelo Governo do Estado para ampliar a segurança da população em áreas classificadas como de risco. O equipamento é utilizado para avisar moradores em situações de risco iminente, como deslizamentos de terra ou outros desastres associados a eventos climáticos extremos. O acionamento das sirenes orienta a população a deixar imediatamente as áreas de risco e se deslocar para locais seguros previamente definidos pelas Defesas Civis municipais.
Muralha de Fogo
O sistema de monitoramento do CGE também utiliza imagens de câmeras do Muralha Paulista para auxiliar na detecção de focos de incêndio. A estrutura é complementada por sistemas de monitoramento instalados em rodovias administradas por concessionárias e pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
Waze
Outra ferramenta disponível para auxiliar na identificação de ocorrências é o aplicativo Waze. Motoristas podem informar focos de incêndio ativos encontrados durante seus deslocamentos, contribuindo com informações para o monitoramento das ocorrências nas estradas.








