Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência passa a apoiar 12 centros de pesquisa em SP

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Cinco novos núcleos ligados à USP e à Unesp desenvolvem pesquisas nas áreas de robótica assistiva, inclusão digital, trabalho e patrimônio cultural

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) passou a cofinanciar cinco novos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Com os novos projetos, sobe para 12 o número de centros apoiados pela pasta no estado de São Paulo.

Os cinco novos núcleos estão ligados à Universidade de São Paulo (USP) e à Universidade Estadual Paulista (Unesp) e desenvolvem pesquisas aplicadas em quatro áreas: trabalho, robótica assistiva, inclusão digital e patrimônio cultural. Entre os projetos estão tecnologias para reabilitação e autonomia de pessoas com deficiência, ferramentas digitais acessíveis e estudos sobre inclusão no mercado de trabalho.

Os centros foram aprovados na quinta chamada do programa Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) da Fapesp. O programa reúne Governo do Estado, universidades e institutos de pesquisa para o desenvolvimento de pesquisas voltadas à criação de soluções práticas, diretrizes e tecnologias.

Dos cinco novos centros cofinanciados pela SEDPcD, quatro têm sede na USP e um na Unesp, em Presidente Prudente.

Cinco novos centros, quatro frentes estratégicas

CONVERGE — Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Soluções Digitais Colaborativas de Convergência de Documentos e Ações Culturais-Criativas Dedicadas ao Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de São Paulo

Sediado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, em parceria com a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, o centro desenvolve plataformas digitais e tecnologias assistivas para garantir acesso universal e participação de pessoas com deficiência no acervo histórico e cultural paulista.

CEELDIA-SP — Centro de Ciência para o Desenvolvimento de um Ecossistema Educacional e Laboral Digital, Inclusivo e Acessível no Estado de São Paulo

Sediado na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp, em Presidente Prudente, e realizado em parceria com a Univesp, cria metodologias e ferramentas digitais acessíveis voltadas à educação continuada, à formação acadêmica e à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho digital.

CIFT — Centro de Inovação em Funcionalidade e Tecnologia Robótica

Com sede na Faculdade de Medicina da USP, concentra-se em robótica assistiva, dispositivos mecânicos e biomecânica para ampliar a funcionalidade, a autonomia diária e a reabilitação motor-funcional.

CCDIP-PcD — Inclusão Produtiva da Pessoa com Deficiência

Sediado na Faculdade de Economia e Administração da USP, produz diagnósticos socioeconômicos e formula estratégias públicas para ampliar o acesso, a permanência, a ascensão profissional e o empreendedorismo do trabalhador com deficiência.

CRIAR — Centro de Robótica para Inclusão, Autonomia e Reabilitação

Com sede na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, desenvolve tecnologias assistivas e robótica voltadas ao envelhecimento ativo da pessoa com deficiência, promovendo autonomia no cotidiano e reabilitação cognitiva.

“Alcançar a marca de 12 Centros de Ciência para o Desenvolvimento evidencia que São Paulo trata as políticas de inclusão com prioridade e rigor científico. Estamos conectando os melhores pesquisadores das nossas universidades públicas com as demandas reais da população com deficiência para entregar autonomia e dignidade de forma concreta”, afirma o secretário Marcos da Costa.

Os outros sete CCDs apoiados pela SEDPcD

Os cinco novos núcleos se somam a um ecossistema já consolidado nos últimos anos:

• TECVIDA (USP) — desenvolve cadeiras de rodas modulares e exoesqueletos para pessoas com deficiências físicas ou limitações motoras severas, incluindo a população idosa.

• Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Tecnologias Assistivas (Unesp) — pesquisa novos materiais para dispositivos médicos, órteses e próteses, além de inteligência artificial aplicada à comunicação alternativa e materiais pedagógicos digitais acessíveis.

• Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Tecnologia Assistiva e Acessibilidade em Libras (Unicamp) — garante acessibilidade linguística em Libras por meio de tradução automática baseada em aprendizagem de máquina e redes neurais profundas.

• CIATec – Plataforma Aberta de Jogos Adaptativos para Educação Inclusiva (EACH/USP) — coordenada por Marcos Monteiro, oferece jogos educativos adaptativos para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mapeando padrões de aprendizagem como portal público de educação inclusiva.

• CTAIE – Centro de Tecnologia Assistiva e Inclusão Escolar (Unifesp) — coordenado por Maria Cecília Martinelli, mapeia demandas de acessibilidade na rede pública de ensino, cria soluções com apoio de inteligência artificial e capacita educadores.

• CPODV – Centro de Pesquisa e Orientação sobre Deficiência Visual (FFLCH/USP) — coordenado por Maria Célia Lima Hernandez, amplia o acesso de pessoas com deficiência visual a acervos e espaços culturais por meio de audiodescrição, recursos táteis e tecnologias assistivas.

• CMEPP – Centro Multiprofissional de Estudos Paralímpico e Paradesportivo (ICB/USP) — coordenado por José César Rosa Neto, pesquisa os impactos do esporte na saúde e no bem-estar, formando profissionais e impulsionando o alto rendimento no esporte adaptado paulista.

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