Levantamento revela explosão de casos com veículos de duas rodas e aponta padrão concentrado em motocicletas populares, com alta taxa de recuperação, mas perdas ainda relevantes
Um levantamento exclusivo feito pela Atos Proteção Veicular, com base em 412 ocorrências registradas entre furtos, roubos e tentativas no ano de 2025, revela que as motocicletas concentram 81% dos crimes veiculares no ABC Paulista, consolidando o segmento como o principal alvo da criminalidade na região. Ao todo, foram 334 casos envolvendo motos, contra 75 com automóveis e apenas 3 veículos diesel, evidenciando uma forte concentração em veículos de duas rodas.
O estudo aponta ainda que o furto é o crime predominante, responsável por 340 registros, o equivalente a mais de 80% de toda a base analisada. A taxa de recuperação chama atenção: 308 veículos foram localizados, representando 74,7% dos casos, mas ainda assim 104 não foram recuperados, sendo que 87% dessas perdas envolvem motocicletas.
Ranking das motos mais visadas no ABC Paulista
A análise dos dados revela um padrão claro entre os modelos mais atingidos, com forte concentração na linha CG, uma das mais populares do país. Confira os modelos mais recorrentes nas ocorrências:
- CG 160
2. CG 150
3. CG 125
4. CG 160 Cargo
5. CG 150 Fan
6. CG 125 Fan
7. Yamaha Fazer 250
8. Honda Biz
9. Honda Titan (diversas versões)
10. Modelos utilitários leves (cargo/entrega)
Segundo a análise, a presença massiva desses modelos está diretamente relacionada à sua popularidade e à alta liquidez no mercado ilegal de peças, o que facilita a revenda e reduz o risco para criminosos. A padronização mecânica e a ampla circulação também contribuem para que essas motos sejam alvos preferenciais.
Crescimento e concentração regional preocupam especialistas
A concentração dos casos no ABC Paulista reforça um cenário de vulnerabilidade regional. Com 340 ocorrências registradas, a região supera com ampla margem outras localidades analisadas, como a região central, que registrou apenas 15 casos no mesmo período.
Para Hugo Jordão, especialista em proteção veicular e presidente da Atos Proteção Veicular, o crescimento acelerado das ocorrências está ligado a fatores como o aumento da frota de motocicletas, impulsionado por serviços de entrega, além da facilidade de revenda de peças no mercado paralelo. A combinação desses fatores cria um ambiente propício para a atuação criminosa.
“Apesar da taxa de recuperação ser considerada alta, o volume de perdas ainda é significativo, principalmente entre motocicletas, que concentram a maior parte dos veículos não recuperados. O cenário reforça a necessidade de investimento em tecnologia, como rastreamento e monitoramento, além de ações integradas de segurança pública”, finaliza Jordão.








