Em sua última temporada como atleta profissional, Alejo Muniz, surfista que representa o Brasil no Championship Tour, principal circuito mundial de surfe profissional, organizado pela World Surf League (WSL), afirma que “o inglês foi uma das ferramentas centrais de sua trajetória internacional”. Com mais de vinte anos de carreira, o atleta anunciou que encerrará a trajetória competitiva ao fim da temporada 2026, com despedida prevista para o Pipe Masters, no Havaí. “Quero aproveitar cada momento, meus amigos e essa rotina que vivo desde criança, sem perder o profissionalismo e tentando entregar o meu melhor”, diz.
Considerado um dos melhores surfistas do mundo, Alejo passou boa parte da carreira em viagens internacionais, onde o inglês foi necessário em diferentes situações da rotina, desde deslocamentos e entrevistas até orientações de prova e comunicação com surfistas de outros países. Segundo ele, o domínio do idioma teve impacto direto dentro e fora das competições. “A gente passa muito tempo viajando, então eu precisava saber inglês para me virar no aeroporto, alugar um carro, ir para o hotel e resolver coisas básicas. Dentro da competição, era importante para entender as notas, a locução da praia e montar minha estratégia”, conta o surfista, que ajudou Gabriel Medina a conquistar o primeiro título mundial do Brasil ao vencer Kelly Slater e Mick Fanning, em 2014.
Aos 14 anos, quando foi morar na Austrália para aprender inglês, Alejo enfrentou uma das primeiras dificuldades com o idioma. Sem conseguir se comunicar com segurança, passou a frequentar o mesmo restaurante todos os dias porque conseguia apenas apontar o que queria comer. “Eu esperava todo mundo sair para entrar sozinho. Às vezes ficava uma hora e meia do lado de fora, olhando para ver quando não tinha ninguém, porque tinha vergonha de não saber falar. Foram momentos muito difíceis”, relembra o atleta, que hoje é parceiro da KNN Idiomas, uma das maiores redes de escolas de idiomas do país.
Para Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da rede, a experiência do atleta mostra como o domínio do idioma impacta a rotina de quem vive o esporte fora do país. “No alto rendimento, a preparação não envolve apenas desempenho técnico. O atleta precisa entender orientações, participar de entrevistas, lidar com viagens, resolver imprevistos e se comunicar com pessoas de diferentes países. O inglês dá autonomia e reduz barreiras em momentos decisivos da carreira”, comenta.








